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Veículos avançam sobre calçada e colocam pedestres em risco na av. Augusto Montenegro, em Belém

Mesmo o fluxo sendo permitido para seguir para estacionar, as irregularidades são constantes

Gabriel Pires

Pedestres que circulam pela avenida Augusto Montenegro, nas proximidades da rodovia do Tapanã, enfrentam risco diário por conta do tráfego irregular de motos e carros sobre a calçada. Mesmo o fluxo sendo permitido para seguir para estacionar, as irregularidades são constantes. Alguns condutores passam pelo trecho em alta velocidade, colocando em perigo quem caminha pela área, segundo as denúncias de quem passa pelo trecho.

No mesmo trecho da via, outro problema é o desrespeito ao semáforo. Quando o sinal fecha para os veículos e os pedestres iniciam a travessia, motociclistas aproveitam a movimentação para avançar de forma irregular. Para quem circula pelo local, é preciso redobrar a atenção para evitar acidentes.

A dona de casa Eliane Monteiro, que transita pelo local regularmente, afirma que a situação é perigosa e constante. Para ela, trafegar na calçada junto da filha, é um perigo diário. "Eu passo às terças e quintas para levar minha filha no inglês. É perigoso porque as motos e os carros passam por aqui. Eles entram para estacionar nas clínicas e lojas, e a gente precisa estar sempre atenta para não sofrer um acidente", relata.

Ela explica que a movimentação intensa de veículos que entram na área para desembarque aumenta o risco para quem está a pé e afirma que carros e motos acessam o trecho para deixar pessoas nas lojas, o que acaba atrapalhando a circulação dos pedestres.

Falta de fiscalização

A moradora reclama da falta de fiscalização no trecho e cobra organização por parte dos órgãos responsáveis. "Tem que ter fiscalização, uma organização melhor. Isso para ficar melhor para todos, tanto para pedestres quanto para motoristas. Nunca vi agente de trânsito aqui, nem esporadicamente", afirma.

Para Eliane, a sensação é de abandono e de que o pedestre não é respeitado. E diante desse cenário, ela reforça que quem passa pelo local precisa estar sempre alerta. "É perigoso para todos que precisam passar por aqui. Parece que eles não têm noção do perigo de se aproximar demais da gente. Parece que o pedestre não tem direito algum. A gente tem que redobrar a atenção porque não temos esse respeito. Temos que prezar pela nossa vida, senão acabamos sofrendo um acidente aqui", lamenta.

Perigo constante

Já a servidora pública Zenilda Palheta enfatiza que a situação no trecho é um perigo constante e relata que já presenciou diversos acidentes no local. Ela conta que, no último dia 10, seguia de bicicleta quando quase foi atingida por um motorista que avançou em alta velocidade. Para evitar a colisão, precisou frear bruscamente e caiu. “O rapaz vinha com tudo e eu tive que frear e cair da bicicleta para não bater nele. E ainda saiu do carro querendo me bater, dando razão para ele mesmo”, disse.

Problema crônico

Segundo Zenilda, esse tipo de ocorrência é comum ao longo de toda a avenida Augusto Montenegro. Ela explica que os conflitos entre ciclistas e veículos se repetem em vários pontos da via. A servidora diz ainda que a área é destinada a pedestres e ciclistas, mas que “é carro e moto direto”. “É constante isso aqui, não é só nesse trecho, é a Augusto Montenegro inteira. A gente tem que ter muito cuidado, porque senão eles realmente batem na gente. É um caos”, resume.

Ela reforça que até na travessia pela faixa os riscos são altos, já que muitos motoristas não respeitam o semáforo. Zenilda critica também a falta de fiscalização no local. “Eu nunca vi fiscalização aqui”, comenta. Ela comenta que viu um vídeo nas redes sociais mostrando um agente multando motoristas, mas que o fiscal foi criticado. Na avaliação dela, “multa não é fiscalização”.

Ela destaca ainda que a movimentação de pessoas é intensa, incluindo idosos e crianças, o que aumenta a necessidade de cuidados. “O pedestre e o ciclista têm que ter cuidado, porque carro e moto não respeitam”, diz. Zenilda afirma que muitos motoristas usam o trecho para furar o sinal ou cortar caminho vindo de um condomínio próximo, o que agrava o risco. “Eles vêm daquele condomínio e passam direto para furar o sinal”, frisa.

Posicionamento

A Redação Integrada do Grupo Liberal solicitou um posicionamento sobre o caso à Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel). A reportagem aguarda retorno.