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Um dia após desabamento no comércio, trabalhadores cobram respostas de órgãos públicos em Belém

A estrutura desmoronou na manhã de segunda-feira (6), no bairro da Campina

O Liberal

Nesta terça-feira (7), um dia após o desabamento de parte de um prédio histórico na rua Treze de Maio, na esquina com a travessa Padre Eutíquio, no bairro da Campina, em Belém, comerciantes cobravam respostas dos órgãos públicos sobre a liberação da área. Desde a manhã de segunda-feira (6), dia do desabamento, cerca de quatro a cinco quarteirões seguem isolados por questões de segurança, impedindo o acesso às lojas.


Segundo os lojistas, além de não conseguirem abrir os estabelecimentos, eles também estão impedidos de retirar mercadorias para realizar vendas pela internet. A falta de informações tem aumentado a preocupação dos trabalhadores, principalmente por causa do período considerado estratégico para o comércio. Segundo o empreendedor Eloi Santos, que aguardava por uma definição no local, a falta de informações aumenta a insegurança e os prejuízos para quem depende das vendas locais.

“O que a gente precisa é de uma resposta. Queremos entrar nas lojas para trabalhar, pelo menos com as vendas online. Até agora nenhum representante de qualquer órgão competente veio conversar com a gente. O comerciante depende de vender para sobreviver”, afirmou o empreendedor.

O lojista destaca que o impacto financeiro aumenta a cada dia de interdição. “Estamos no mês de julho, que é um dos períodos mais importantes para o comércio. As vendas acontecem principalmente do dia 1º ao dia 15, e hoje já é dia 7. Cada dia fechado representa um prejuízo enorme para todos nós”, declarou.

Segundo Eloi, aproximadamente 100 comerciantes estão sendo afetados pela interdição, embora apenas um imóvel tenha sofrido o desabamento.

“Foi afetada uma loja, mas tem cerca de 100 lojistas desesperados, sem saber quando vão poder voltar a trabalhar. Nós só queremos uma resposta dos órgãos responsáveis”, disse.

O empreendedor afirma que os comerciantes compreendem a necessidade de restringir o acesso do público por questões de segurança, mas defendem que os proprietários possam entrar nos estabelecimentos para organizar mercadorias e atender clientes de forma remota.

“Dá para o lojista entrar e trabalhar online. Eu concordo que não pode liberar a entrada de clientes enquanto houver risco, mas nós poderíamos acessar nossas lojas para separar produtos e fazer as vendas pela internet”, ressaltou.

Eloi também relatou que os comerciantes tentaram buscar esclarecimentos junto às equipes que atuam na área, mas ainda não receberam uma posição oficial.

“Até o presente momento não tivemos resposta de ninguém. Agora há pouco consegui falar com o senhor Pereira, da Defesa Civil, e a orientação foi apenas para aguardarmos. Só que ninguém informou quanto tempo vai demorar nem quando teremos uma definição”, afirmou.

De acordo com o comerciante, a principal reivindicação do grupo é que algum representante dos órgãos responsáveis dialogue com os lojistas para apresentar uma previsão sobre os próximos passos da operação e, se houver condições de segurança, autorizar o acesso aos estabelecimentos para a realização das vendas online.

Desabamento

O prédio histórico teve parte da fachada e da estrutura comprometidas na manhã de segunda-feira (6). Na ocasião, equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar isolaram a área para evitar novos acidentes. A avaliação preliminar apontou que a combinação entre falta de manutenção preventiva e a sobrecarga de mercadorias armazenadas nos pavimentos superiores pode ter contribuído para o desabamento, mas as causas ainda serão confirmadas por laudos técnicos dos órgãos competentes.