Transfiguração revela que 'não se pode desassociar a cruz da salvação', afirma padre Cláudio Pighin
Na homilia deste 2º Domingo da Quaresma, religioso explica que a vitória de Cristo passa pela humilhação e pelo sofrimento
Na homilia deste domingo (1º), o padre Cláudio Pighin fala sobre o segundo domingo de Quaresma. “Para compreendermos a transfiguração de Jesus narrada pelo evangelista Mateus, precisamos contextualizar o fato. Diz o evangelista Mateus que, depois de seis dias que o mestre Jesus fez o primeiro anúncio da sua paixão e morte, ele levou-os a um alto monte”, disse.
Segundo o religioso, a preocupação do mestre foi de ajudá-los a entender que tudo isso fazia parte do projeto de Deus para a redenção do mundo. “Não se pode desassociar a cruz da salvação”, afirmou. Naturalmente, explicou, isto deve ter se tornado muito difícil para ser entendido por seus discípulos, porque a lógica do ser humano jamais pensa que a vitória, a salvação, passa através da derrota e da humilhação.
“Pelo contrário, apenas se vence para a humanidade se conseguirmos nos impor sobre os outros, se formos melhores que os outros. Jesus, no entanto, nos revela que Deus pensa totalmente ao contrário: a humilhação o sofrimento, ficar no último lugar leva à vitória, à salvação”, afirmou.
Por isso, acrescentou padre Cláudio Pighin, ele quis que os discípulos participassem desse grande fenômeno da transfiguração, onde se confirma que Jesus é Deus e precisa acreditar nele. “Toda linguagem da luz e do sol que Mateus enfatiza quer dizer simplesmente que tudo Isso é manifestação divina”, disse. “Também subir o monte é uma maneira de dizer se aproximar de Deus. A aparição de Moisés e Elias é mais uma confirmação que Jesus está em perfeita sintonia com a palavra de Deus do Antigo Testamento”, contou.
De fato, Moisés e Elias terminaram a missão deles e, agora, somente Jesus fica como o verdadeiro intermediário entre Deus e a humanidade. “A aparição da nuvem também indica a presença de Deus. Os discípulos, ao presenciarem tudo isso, ficaram com muito medo. O ser humano perante Deus fica com muito temor. A única reação é de se prostrar, de baixar a cabeça, se ajoelhar”, disse. “Porém, Jesus se aproxima dos discípulos e anima-os, tocando-os e dizendo-lhes para levantar, porque eles eram como mortos. Este convite contém uma referência implícita à ressurreição de Jesus”, explicou.
Isto que um dia os ajudará a compreender melhor tudo e a ressurreição. Assim sendo a transfiguração fortalece a fé, mostrando também como no próprio Jesus na cruz aparece a verdadeira glória, acrescentou o religioso.
“Se isto foi um encorajamento para os discípulos daquele tempo para seguir Jesus, também, para nós, é motivo de não desconfiar dele e apostar nossa vida no seu testemunho. É um ensinamento que nos dá a plena certeza da glória pela cruz”, afirmou.
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