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Técnicos administrativos das universidades federais do Pará paralisam atividades nesta segunda (19)

Apesar da paralisação, as aulas nas universidades não foram suspensas, sendo afetadas apenas as atividades administrativas

Fernando Assunção (Especial para O Liberal)

Os técnicos administrativos em educação das universidades federais do Pará paralisaram as atividades nesta segunda-feira (19) em adesão a uma mobilização nacional da categoria. A paralisação, que atinge a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), é coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes-PA).

Apesar da paralisação, as aulas nas universidades não foram suspensas, sendo afetadas apenas as atividades administrativas. No campus Guamá da UFPA, o principal da instituição, a paralisação impactou o funcionamento de um dos Restaurantes Universitários (RUs). O RU do setor profissional não funcionou nesta segunda. 

Em nota, a Pró-Reitoria de Assistência e Acessibilidade Estudantil informou que, em razão da paralisação dos técnicos administrativos, apenas a unidade do Campus Básico ofertou o serviço de alimentação (almoço e jantar) no dia 19 de janeiro. O funcionamento normal do RU afetado deve ser retomado a partir desta terça-feira (20).

Pautas da categoria

De acordo com William Mota, técnico em Assuntos Educacionais do Instituto de Ciências da Educação da UFPA e coordenador do Sindtifes-PA, o movimento ocorre em protesto contra o não cumprimento integral, por parte do governo federal, do acordo de greve firmado em 2024. Segundo ele, um dos principais pontos de insatisfação é o tratamento dado ao Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).

“O governo encaminhou ao Congresso Nacional, no fim de dezembro, o Projeto de Lei nº 6170/2025, que desrespeita o texto acordado no termo de greve. O RSC, que já é um direito dos docentes da rede federal, foi desfigurado, com uma série de travas que, na prática, impedem o acesso dos técnicos a esse reconhecimento”, afirmou.

William Mota também destacou que o texto do projeto ignora deliberações feitas no âmbito da Comissão Nacional de Supervisão de Carreira (CNSC), composta por representantes do governo e dos sindicatos. Além do RSC, outros pontos do acordo seguem pendentes, como a implementação da jornada de trabalho semanal de 30 horas, considerada central pela categoria.

Agenda de mobilização

Ao longo do dia, os técnicos administrativos realizam ações de mobilização nas redes sociais, com o compartilhamento de materiais e marcação de perfis institucionais do governo federal, cobrando o cumprimento do acordo de greve. Também está prevista uma atividade formativa sobre a reforma administrativa e o impacto no desmonte da carreira dos técnicos administrativos em educação.

Uma reunião entre representantes do governo e da categoria está marcada para as 15h desta segunda-feira. Segundo o sindicato, a depender do posicionamento do governo, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) pode deliberar, em plenária nacional nos dias 24 e 25 de janeiro, pela deflagração de uma greve nacional a partir de fevereiro, ainda sem data definida.