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Tai Chi Chuan de graça em Belém melhora corpo e mente e atrai idosos à praça

Projeto gratuito todos os sábados no Horto Municipal traz benefícios físicos e mentais da prática

Vito Gemaque

A tranquilidade, controle da respiração e dos movimentos corporais, buscando sentir cada gesto, tem transformado a vida dos praticantes da arte milenar chinesa do Tai Chi Chuan. Adaptada para todas as idades, a técnica traz benefícios evidentes para o corpo e mente. Um projeto que ensina os movimentos da arte milenar realiza aulas gratuitas todos os sábados, a partir das 8h15, na praça do Horto Municipal, no bairro da Batista Campos, em Belém.


Os praticantes de Tai Chi Chuan listam uma série de benefícios ao longo do tempo. Os movimentos lentos realizados com o controle da respiração geram como benefício na saúde mental a redução do estresse, da ansiedade e da depressão. Já para o corpo, há melhorias no equilíbrio, tonificação dos músculos e diminuição da pressão arterial.


O instrutor Francisco Neto, de 40 anos, idealizador do projeto Tai Chi Terapia, reúne de 30 a 45 pessoas para explicar e mostrar como os exercícios do Tai Chi devem ser feitos. “O Tai Chi Chuan nasce como uma arte marcial na China há bastante tempo, é uma arte milenar. Tem origens mitológicas na montanha Wudang. De maneira oficial, temos um desenvolvimento, a partir da necessidade que os chineses tinham de se defender, e com o passar do tempo com o crescimento da população da necessidade de um sistema de saúde que pudesse atender muitas pessoas. O Tai Chi Chuan se desenvolve como um sistema de saúde”, detalha.


Professor da arte há 18 anos, Francisco aponta que o Tai Chi tem uma filosofia que busca promover o equilíbrio entre corpo e mente. O movimento lento é um grande diferencial para aproximar o público acima dos 60 anos.


“Ele permite com que as pessoas tenham tempo e organização mental para chegar no ponto do equilíbrio. A gente não precisa de movimentos de muita intensidade, a gente precisa de consciência durante o movimento. Quando falamos de benefício para o corpo, o fato da pessoa ter a possibilidade de se concentrar, respirar e pensar no que está fazendo, faz com que tenha atenção muito grande para o que chamamos de ‘presença’. E a gente entra no campo dos benefícios mentais que é atenção plena ao momento que as pessoas estão vivendo. Isso é uma forma de a gente não ficar preso no passado, que pode causar problemas como depressão e não ficar preso no futuro, causando ansiedade”, explica.


A melhoria do equilíbrio e da coordenação motora de maneira geral é um dos grandes benefícios para os idosos. A aposentada Fátima Vale, de 73 anos, mora na Marambaia, e participa do grupo desde o início. “Eu gosto e é um benefício muito grande, você fica bem com sua memória e seu corpo. Eu me sinto muito bem”, atesta.


Fátima fica mais bem humorada com a prática do Tai Chi. “Eu já sou uma pessoa muito alegre, e isso me traz mais alegria ainda. Me sinto muito bem. A cada vez que faço Tai Chi eu compartilho com as pessoas que não fazem. Existem muitas pessoas paradas, desligadas em casa, sem praticar nenhum tipo de exercício. O Tai Chi é uma coisa excelente para a minha vida”, reforça.


Atualmente, o projeto tem a média de 65,5 anos entre os participantes. Através de uma parceria com uma farmácia da Batista Campos, os idosos realizam acompanhamento uma vez por mês para analisarem como estão alguns indicadores de saúde. Esse acompanhamento já apontou uma redução de quatro pontos na pressão arterial média e melhoria na frequência cardíaca.


Para Silvia Maria Givone, de 74 anos, moradora do bairro de Canudos, a arte marcial adaptada lhe ajudou a superar os momentos difíceis do pós-pandemia de Covid-19. “Eu era muito elétrica. Devido às aulas que comecei a praticar, e todo mundo também relaxou. Teve a pandemia e ficou aquela coisa elétrica na gente, aquele medo e com as aulas do Tai Chi Chuan nós fomos relaxando nossa mente, nosso equilíbrio, nossa força de vontade de viver de novo”, destacou.


Luna Vieira, de 34 anos, ajuda na organização e nas redes sociais do projeto. Outro benefício do projeto é a convivência entre as pessoas. “O projeto faz com que o aluno esteja em comunidade. Tem muito aluno solitário e vê no projeto essa importância do estímulo em estar com outras pessoas que possuem o mesmo propósito”, ressalta.


Luna também ressalta que pessoas com doenças degenerativas podem praticar o Tai Chi. “Ele é bom também para pacientes com Parkinson. O aluno tem que prestar atenção, desacelerar o ritmo e tonifica os músculos com o fortalecimento muscular”, conta. Apesar dos movimentos parecem simples, eles ativam os músculos melhorando a resistência e a flexibilidade.


As turmas do Tai Chi Terapia estão abertas a todos os interessados. Para participar do projeto precisam apenas ir até a praça Milton Trindade, Horto Municipal, nos sábados, a partir das 8h. Não é necessário inscrição ou nenhum pagamento. Basta comparecer às aulas.


SERVIÇO: Projeto Tai Chi Terapia

Aulas gratuitas de Tai Chi Chuan

Sábados, às 8h15

Local: Praça Milton Trindade (Horto Municipal), localizado na rua dos Mundurucus, s/n - Batista Campos

Instagram: @taichiterapia

Informações: (91) 98017-5225