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Servidores do PSM do Guamá também ameaçam paralisar atividades

Falta de equipamentos estaria expondo profissionais a risco durante a pandemia

Andreia Espírito Santo

Funcionários do Hospital Pronto Socorro Municipal Humberto Madarei Pereira (PSM), no bairro do Guamá, em Belém, denunciam a falta de equipamento de proteção individual (EPI) para trabalhar no hospital. Eles informaram ainda que deram o prazo de 48 horas para a Secretaria Municipal de Saúde (SESMA) resolver a situação ou podem paralisar as atividades.  A reportagem entrou em contato com a Sesma e aguarda o posicionamento sobre as denúncias.

Na noite desta quarta-feira, técnicos de enfermagem e enfermeiros do PSM da 14 de Março fizeram uma manifestação reivindicando melhores condições de trabalho.

“O maior problema é a falta de EPIs. Os materiais estão sendo comprados pelo próprio funcionário. Apenas um capote que foi doação”, afirma a servidora, que pediu para não ser identificada. 

Segundo a funcionária, ainda falta local adequado para almoçar e diz que colegas estão adoecendo.  “Colegas que estão adoecendo e não tem medicações para liberar para eles. O teste rápido que precisa ser liberado para os funcionários. Não temos local adequado para almoçar, não tem mesa e nem cadeira para sentar”, comenta. 

Outra denúncia é em relação aos materiais utilizados para atendimento. A funcionária conta que tudo é colocado dentro de caixas que ficam no chão. 

“Os postos de enfermagem 1 e 3 estão mal equipados, materiais são colocados em caixas de papéis e ficam dispersados no chão. Os materiais esterilizados ficam dispersados no chão em baldes, local totalmente insalubre para guardar materiais”, afirma.