Problemas na estrutura da Ponte do Cajueiro causam preocupação em Mosqueiro
Frequentadores denunciam falta de manutenção, parapeitos quebrados e sinais de deterioração nos pilares da ponte, localizada em Carananduba, na Ilha de Mosqueiro, em Belém
A precariedade da estrutura da Ponte do Cajueiro, localizada na estrada de mesmo nome, no bairro Carananduba, na Ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, tem preocupado quem passa diariamente pelo local e levantado alertas sobre o risco constante de acidentes. Moradores, trabalhadores e frequentadores da área afirmam que a situação afeta principalmente pescadores, feirantes e pessoas que utilizam a ponte com frequência, especialmente durante feriados, férias e finais de semana, quando o fluxo na região aumenta consideravelmente.
O autônomo Adilson Nery, de 42 anos, que trabalha há mais de cinco anos na região, afirma que a ponte apresenta problemas antigos e que, segundo ele, nunca recebeu manutenção adequada por parte do poder público. Ele e outros moradores pedem ações urgentes de manutenção e recuperação da estrutura para evitar acidentes e garantir segurança à população.
“Aqui a situação é precária. Muitos anos que não passam nenhum ‘cal’ em cima dessa ponte aqui. A prefeitura sempre vem por aí, um bocado de fiscal, subprefeitura, olha, olha, mas, de concreto, não fazem nada", critica.
A ponte do Cajueiro é um importante ponto de circulação e acesso para moradores e trabalhadores da região de Carananduba e da área da feira local. Segundo Adilson, os parapeitos da ponte estão quebrados há anos. Em um dos trechos, os próprios feirantes improvisaram uma proteção para evitar acidentes com moradores e turistas que frequentam o local. Para contornar o problema, colocaram um pedaço de mangueira velha e uma corda.
“Vocês podem ver, esses parapeitos aí sempre foram assim, tudo quebrado há muitos anos. A gente vê que aquele parapeito está quebrado. Aí improvisaram, colocaram lá uma proteção. Isso já foi o pessoal, os feirantes, para evitar acidente”, conta.
Grande fluxo
A preocupação aumenta devido ao grande fluxo de pessoas na área, especialmente em períodos de alta movimentação turística em Mosqueiro. “Feriado, final de semana, férias, final de ano… Aqui o povo cai matando nesse pedaço aqui”, diz.
Além do risco para pedestres, trabalhadores que atuam com pesca e embarcações também denunciam problemas na parte inferior da estrutura. Segundo Adilson, os pilares da ponte apresentam sinais de deterioração visíveis para quem passa diariamente por baixo dela.
“O pessoal passa por debaixo da ponte e vê que já está danificando. A estrutura, os pilares já estão danificando. Eles estão todo dia na pescaria e veem. A ponte já não está bacana mais, a estrutura já está precária por debaixo da ponte”, alerta.
Rotina preocupante
Mesmo acostumado com a rotina no local, o trabalhador afirma que permanece atento diante do perigo constante. “Eu trabalho preocupado. Qualquer momento eu só vou dar o pulo do gato para ali. Mas eu estou ligado aqui. Quem está chegando, quem está vindo, não sabe de nada. Quem está desavisado aqui corre risco constante”, afirma.
Ele também destaca que problemas semelhantes podem ser vistos em outros pontos da estrutura. “Do outro lado também o parapeito está de nenhum jeito. Tudo esses anos aí”, completa.
A Redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento sobre o caso à prefeitura de Belém. A reportagem aguarda retorno.
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