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PF cumpre mandado em Belém por fraude em obras do Hospital de Macapá

Segunda fase da Operação Paroxismo apura fraude em licitação para obras do Hospital Geral de Macapá; STF afastou prefeito e servidores

Hannah Franco

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Paroxismo, que investiga um possível esquema de fraude à licitação em contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá para execução de obras no Hospital Geral Municipal. Entre as medidas autorizadas, há cumprimento de mandado de busca e apreensão em Belém.


Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte também determinou o afastamento de servidores públicos de seus cargos pelo período inicial de 60 dias.

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Segundo as investigações, há indícios da existência de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e na execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.

STF afasta prefeito de Macapá e vice

Ainda nesta quarta-feira (4), o STF determinou o afastamento do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan, e do vice-prefeito do município.

A decisão foi tomada porque a investigação envolve recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas à construção da unidade hospitalar. Endereços ligados ao prefeito são alvos da operação da PF.

A segunda fase da Operação Paroxismo busca aprofundar a apuração sobre o contrato sob suspeita, firmado pela Secretaria Municipal de Saúde.