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Páscoa é a vitória da vida e deve transformar atitudes, diz Dom Júlio

Arcebispo de Belém destaca o sentido da ressurreição de Cristo e chama fiéis à conversão, generosidade e reconciliação

O Liberal

Celebrada como o ponto mais alto da fé cristã,​ neste domingo (5), a Páscoa marca a vitória da vida sobre a morte e renova, entre os fiéis, o sentido de esperança, fé e transformação. Em Belém, a data ganha ainda mais significado neste ano por ser a primeira Semana Santa sob a condução do novo arcebispo metropolitano, Dom Júlio Endi Akamine, à frente da Arquidiocese de Belém. Ao refletir sobre o período, ele reforça que o verdadeiro sentido da celebração está na ressurreição de Cristo e no impacto dessa mensagem na vida cotidiana.


​Dom Julio afirma que não vê problema nas confraternizações em família, com almoços e trocas de chocolates, por exemplo. “Eu acho que toda essa confraternização é boa, não é ruim. Desde que a gente saiba qual é o motivo. Não festejar por festejar”, afirmou.

“A gente festeja porque Cristo ressuscitou. Então, a última palavra desta vida, da história da humanidade, a última palavra da minha vida não é a morte. Não é o nada, não é a destruição, não é o fim. Não, a última palavra é Jesus Cristo. É a vida. Vida eterna com Ele. Sem isso, nossa vida perde sentido. Sem isso, nossa vida se torna muito cansativa, muito chata. Então, a gente celebra, a gente encontra ​a família, faz uma refeição em comum, a gente celebra juntos. Damos ovos de Páscoa, sem problema nenhum. Agora, o motivo a gente não pode esquecer nunca, que é a ressurreição de Cristo”, concluiu.

É a partir desse sentido da ressurreição que, segundo Dom Júlio, a vivência da Semana Santa deve ganhar profundidade e coerência na vida dos fiéis. Ele destaca que o centro das celebrações está no Tríduo Pascal. “É a celebração mais importante do calendário litúrgico. Nós temos no calendário litúrgico duas grandes celebrações: o Natal, a encarnação do Senhor, e a Páscoa, que é exatamente, que está, então, a celebração da Semana Santa. A minha expectativa é de poder, não só conduzir, né, não só presidir, mas também participar pessoalmente, de celebrar junto com o povo de Deus e a gente entrar juntos no mistério da morte e da ressurreição de Jesus Cristo”, explicou.

Para o arcebispo, essa experiência pascal precisa ser vivida de forma pessoal e não apenas como rito externo. “A minha expectativa é de que, não somente eu possa ajudar bem, ajudar as pessoas a celebrar bem, mas também de eu participar bem na celebração. Nada adiantaria a gente ajudar os outros se a gente também não participa pessoalmente. Então, as duas coisas, elas estão ligadas”, ressaltou.

Nesse contexto, a Páscoa também se apresenta como um chamado concreto à mudança de vida. “Que, de fato, seja uma renovação da nossa vida cristã, seja um momento de a gente poder buscar, com mais responsabilidade, a conversão pessoal, a santificação, e também viver, de maneira mais eficaz, efetiva, a fraternidade”, afirmou.

Essa transformação, própria da experiência da ressurreição, segundo ele, deve se refletir nas atitudes do dia a dia. “A gente vai para as celebrações para a gente olhar para Jesus, contemplar o que ele fez, as suas atitudes, seu comportamento, a sua entrega, o seu amor, o sacrifício”, disse.

“E, lógico, isso tem que ter repercussão na vida da gente. A gente precisa trazer o mistério de Cristo, celebrado na missa, na liturgia, para a vida cotidiana do nosso dia-a-dia. Então, é procurar ser generoso, assim como Jesus é generoso com a gente, generoso no seu amor, a gente ser generosos também no amor aos irmãos e irmãs, de a gente, de fato, não sermos indiferentes aos sofredores. Ele se tornou o homem das dores, ele não explicou qual é o porquê do sofrimento, mas ele se fez o homem das dores, ele acompanha o sofredor”, destacou.

Ao abordar o sofrimento humano, Dom Júlio amplia a reflexão para a realidade social à luz da própria paixão de Cristo, que culmina na ressurreição celebrada na Páscoa. “Então, para nós cristãos, é isso, a gente reconhecer que a paixão de Cristo, o sofrimento de Cristo continua. Todos os sofredores, aqueles que não têm casa, os que moram na rua, os desempregados, as pessoas que estão na criminalidade, aqueles que estão sem perspectiva nesta vida, os que estão dependentes de droga, todos os sofrimentos deste mundo não são indiferentes a nós. Por quê? Porque não foram indiferentes a Jesus Cristo”, refletiu.

Diante de um cenário mundial marcado por conflitos, o arcebispo também relaciona a mensagem pascal à necessidade de reconciliação. “Então, as duas coisas estão, aquilo que nós falamos, o mistério de Cristo, ele se torna também o mistério do cristão. Aquilo que nós contemplamos na celebração litúrgica, aquilo que celebramos no mistério de Cristo na liturgia, a gente vive no nosso dia a dia, nas nossas atitudes, no nosso comportamento. Estamos vivendo num mundo em que a violência cresce e estamos vendo também as guerras no mundo, são mais de 50 conflitos armados no mundo, não só na Ucrânia, no Oriente Médio”, comentou.

“A gente percebe como isto, a corrida armamentista, as nações se armando, se preparando para a guerra, isso tudo nos faz sofrer. Cristo se apresenta como rei pacífico, mas não é possível a paz sem a reconciliação. Então, praticar a reconciliação é outra coisa importante”, destacou.

“Às vezes as pessoas acham que reconciliação com o outro é uma coisa privada só entre os dois. Não, na verdade, quando a gente se reconcilia com alguém, a gente já está contribuindo com a paz do mundo. Lógico que a gente precisa também da reconciliação entre as nações, reconciliação com a memória histórica, tudo isso é verdade, mas começa exatamente com a prática cotidiana da reconciliação”, pontuou.

​Confira a programação de missas para a Páscoa 2026 na Arquidiocese de Belém

  • Catedral Metropolitana – 7h, 11h e 19h
  • Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré – 6h, 8h, 10h, 12h, 16h, 18h e 20h
  • Santuário Nossa Senhora das Graças (Medalha Milagrosa) – 7h, 9h e 19h
  • Santuário Nossa Senhora do Bom Remédio – 7h, 9h e 19h
  • Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida – 7h, 9h, 17h e 19h
  • Santuário São Judas Tadeu – 7h, 9h e 19h
  • Paróquia Arcanjo São Miguel – 7h30 e 19h
  • Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Cremação) – 7h30 e 19h
  • Paróquia Santo André Apóstolo – 7h e 19h
  • Paróquia São Jorge – 9h e 18h
  • Paróquia Nossa Senhora do Livramento – 7h e 18h
  • Paróquia São João Paulo II – 8h, 10h30 e 18h
  • Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Distrito Industrial) – 7h e 17h30
  • Paróquia São Francisco de Assis (Tapanã) – 7h e 19h
  • Paróquia São Sebastião – 7h, 17h e 19h
  • Paróquia Santa Luzia – 7h, 10h e 18h30
  • Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Cidade Velha) – 7h, 9h e 18h
  • Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz – 9h e 18h
  • Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe – 7h, 10h e 18h
  • Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Benfica) – 18h
  • Paróquia Transfiguração do Senhor – 7h e 18h30
  • Paróquia Santa Cruz – 7h, 9h, 11h e 18h30
  • Paróquia Jesus Bom Samaritano – 7h e 19h30
  • Paróquia Santa Maria Mãe de Deus – 7h e 19h
  • Paróquia Santa Edwiges – 7h e 19h
  • Paróquia São Geraldo Magela – 8h, 11h e 18h
  • Paróquia São José (Doca) – 7h, 11h, 17h e 19h
  • Paróquia São José de Queluz – 7h, 17h e 19h
  • Paróquia Sant’Ana da Campina – 9h
  • Paróquia Santa Teresinha da Amazônia – 10h e 18h
  • Paróquia Santa Teresinha (Jurunas) – 6h30, 8h30 e 18h30
  • Paróquia Santíssima Trindade (Campina) – 7h, 10h, 11h30, 18h e 19h30