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Novas turmas do Clube de Pesquisadores Mirins despertam jovens para a ciência na Amazônia

Ao longo do ano, os 50 novos pesquisadores mirins participarão de encontros semanais

Bruna Lima

O Clube de Pesquisadores Mirins (CPM) inicia, nesta semana, as atividades de suas novas turmas, reafirmando uma trajetória dedicada à formação científica de crianças e jovens na Amazônia. Criado em 1997, o projeto já atendeu mais de 4,5 mil participantes e segue com a proposta de aproximar estudantes do universo da pesquisa por meio de experiências práticas e educativas.

Uma das turmas de 2026, intitulada “Jardim de Ciências”, teve sua aula inaugural na terça-feira (24). Já a segunda, “Planeta Animal – da lupa ao binóculo”, começou nesta quarta-feira (25), às 14h, no Parque Zoobotânico, com foco na investigação das relações entre os animais e o ambiente amazônico.

Ao longo do ano, os 50 novos pesquisadores mirins participarão de encontros semanais que incluem atividades como pesquisas de campo, oficinas, visitas a coleções científicas e imersões em ambientes de pesquisa. A proposta é proporcionar uma vivência completa do fazer científico, desde a observação até a produção de conteúdos de divulgação.

De acordo com a chefe do Serviço de Educação do Museu, Maiara Lariz, o clube tem como principal objetivo promover a iniciação científica entre jovens da região. “É uma iniciativa que busca fortalecer o letramento científico e a popularização das ciências, a partir das áreas de pesquisa desenvolvidas na instituição”, explica. As turmas são organizadas por temas anuais e contemplam estudantes do ensino fundamental ao médio.

Maiara destaca que, ao final do ciclo, os participantes desenvolvem um produto de divulgação científica, apresentado ao público. “Mais do que formar futuros cientistas, queremos contribuir para que esses jovens saibam pensar e debater sobre ciência no cotidiano”, afirma.

O coordenador do projeto, Luís Fernando Faguri Videira, ressalta que a iniciativa surgiu justamente para despertar o interesse das crianças pela pesquisa. Segundo ele, a proposta nasceu da vontade de aproximar o universo científico da realidade local. “O clube foi criado para incentivar o interesse pela iniciação científica e mostrar que é possível fazer ciência aqui”, diz.

A seleção dos participantes é feita por edital e o projeto é gratuito. Neste ano, foram ofertadas 50 vagas, sendo metade destinada a estudantes de escolas públicas. Durante as atividades, os jovens também contam com o acompanhamento de pesquisadores da instituição, que contribuem para o aprofundamento dos conteúdos.

Entre os participantes, o interesse pela natureza e pela fauna amazônica é um dos principais motivadores. O estudante Nathanael Conceição, de 14 anos, participa do clube há três anos e destaca o conta to direto com o a mbiente como um dos pontos altos da experiência. “Eu gosto bastante porque aprendo coisas que eu gosto, principalmente sobre animais. A gente observa, estuda o comportamento e conhece mais de perto”, relata.

Apesar de não pretender seguir carreira como cientista, Nathanael afirma que o aprendizado no clube já influencia seus planos para o futuro. “Quero fazer medicina veterinária, para ajudar os animais”, conta.

 

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