Neblina em Belém: entenda o que causou o fenômeno que encobriu vários bairros neste sábado
O fenômeno tem explicação meteorológica, segundo o meteorologista José Raimundo Abreu
A neblina que encobriu a Grande Belém na manhã deste sábado (14) foi provocada pela combinação de baixa temperatura, alta umidade relativa do ar e vento calmo. Segundo o meteorologista José Raimundo Abreu, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esses três fatores criaram as condições ideais para a formação do fenômeno. Abreu explica, ainda, que desde as primeiras horas da manhã, por volta das 6h, já era possível perceber essa formação no céu.
De acordo com ele, a neblina é consequência de baixa temperatura mínima e associada a uma alta umidade relativa do ar e vento calmo. “Essas três combinam-se para que tenha neblina, que reduz a visibilidade na estrada. Isso que aconteceu, ou seja, a baixa temperatura, as nuvens formaram-se mais na superfície, reduzindo a visibilidade a menos de 1 km”, explica.
O meteorologista detalha que a situação começou a se dissipar após as primeiras horas da manhã. “Isso melhorou depois de 8 horas, quando ocorreu as chuvas. O sol vai passar a chuva. Vai ficar só entre nuvens e a neblina some, ou seja, são três principais fatores combinados que causaram a neblina”, afirma.
Ele acrescenta que o fenômeno ainda pode se repetir nos próximos dias, caso as condições se mantenham. Segundo Abreu, “pode acontecer nos próximos dias ainda, porque um dos fatores, o vento calmo, faz com que concentre a neblina”. O especialista explica que, quando o vento aumenta, o cenário muda: “Quando acelera o vento, aí se tem um levantamento das condições atmosféricas. Então, é favorável acontecer quando tiver esses três fatores combinando”, disse.
A presença de grande quantidade de umidade disponível também contribuiu para a formação da neblina. “A umidade relativa do ar, você vê que tem muita água disponível. Tanto é que ficou chuva fraca durante a manhã”, pontua o meteorologista.
Por fim, ele esclarece a relação entre chuva leve e formação das nuvens próximas ao solo: “Ou seja, a chuva fraca é a consequência das nuvens também estratos que chegam aqui à superfície. Quando baixa a temperatura, a nuvem se forma, condensa bem próximo à condensação da umidade na superfície”, frisa.
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