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Moradores bloqueiam acesso a Mosqueiro em protesto contra a precariedade da saúde no distrito

Os manifestantes utilizaram galhos de árvores e pneus incendiados para interromper completamente o tráfego de veículos

O Liberal

Moradores de Mosqueiro realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (15) e bloquearam a rodovia que dá acesso ao portal de entrada do distrito, em Belém. A manifestação foi motivada por reclamações relacionadas à precariedade no atendimento de saúde na ilha. Por conta do bloqueio, motoristas enfrentaram transtornos para entrar e sair do distrito. 

Durante o ato, os manifestantes utilizaram galhos de árvores e pneus incendiados, interrompendo completamente o tráfego de veículos nos dois sentidos da via. A fumaça provocada pela queima dos objetos também dificultou a visibilidade no local.

Segundo os moradores, o ápice para a realização do protesto foi a situação de um paciente que morreu após aguardar por um leito hospitalar e não ter retorno das autoridades da saúde.

Em vídeos divulgados nas redes sociais, participantes do ato afirmam que a mobilização foi uma forma de chamar atenção para o que classificam como descaso no sistema público de saúde do distrito. Os manifestantes disseram ainda que a interdição permaneceria até que medidas fossem adotadas e as pessoas tivessem um retorno. Por conta do bloqueio, motoristas enfrentaram transtornos para entrar e sair do distrito.

Layse Melo, uma das moradoras, relatou que o protesto reúne diferentes reivindicações ligadas à falta de estrutura hospitalar em Mosqueiro. “A manifestação está acontecendo pelo fato de a saúde aqui de Mosqueiro estar largada. Não tem UTI, não tem leito. A pessoa, quando passa mal, só fica entubada e espera semanas”, declarou.

Ela também contou que o primo sofreu um AVC e aguardou durante uma semana por transferência para Belém. Segundo a moradora, quando o paciente finalmente conseguiu o leito, já não havia mais possibilidade de reversão do quadro clínico. “Pela demora que teve para conseguir um leito, não tinha o que ser feito. Aí passou somente um dia em Belém e ele faleceu”, afirmou.

Ainda de acordo com a manifestante, há outros pacientes internados há semanas aguardando transferência hospitalar. “Está sendo uma mistura de todas essas reclamações. Pelos pacientes que morreram e pelos que estão precisando de leito”, disse Layse. 

Nota da Sesma

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) informou que já "enviou uma equipe do Samu para fazer a transferência do paciente João Pedro Gonçalves da Silva para o leito de UTI de um hospital credenciado ao SUS, na capital.".

 

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