Marituba está entre os municípios mais afetados pelas chuvas no Pará, diz Helder Barbalho
Ainda de acordo com o governador, ao todo, 23 municípios paraenses registraram impactos mais severos por conta das chuvas
Marituba, na Região Metropolitana de Belém (RMB), está entre os municípios mais impactados pelas fortes chuvas no Pará, especialmente em relação ao número de pessoas atingidas, com cerca de 100 famílias diretamente afetadas. A informação foi detalhada pelo governador do Estado, Helder Barbalho, durante visita, nesta segunda-feira (23), às áreas atingidas pela chuva no município. Ainda de acordo com o governador, ao todo, 23 municípios paraenses registraram impactos mais severos por conta das chuvas.
As cidades afetadas já estão em diálogo com o governo estadual, com decretos de situação de emergência sendo adotados em diversas localidades. “Esses municípios já estão em diálogo conosco, que estão decretando o estado de emergência municipal, e a Defesa Civil Estadual já atua no processo de homologação. Além disto, nós estamos com as nossas equipes, com o Corpo de Bombeiros desde a sexta-feira, dialogando com as secretarias municipais no sentido de verificar quantas famílias foram atingidas para que se garantam a estas famílias todo o suporte”, explica o governador.
“O suporte vai desde cesta de alimentos, colchonetes e material de higiene, também contemplando a necessidade eventual de deslocamento de famílias dos locais atingidos, que irão receber aluguéis sociais, por meio de programas habitacionais. Por parte do governo federal, por meio do Minha Casa Minha Vida, e do Governo do Estado, por meio da Companhia de Habitação, com o programa Sua Casa, já há oferta e disponibilização, de acordo com o perfil do impacto que essas famílias sofreram, com enquadramento para colaborar com estas, e, claro, também atenção à recuperação de áreas atingidas”, acrescenta Barbalho.
Entre outras cidades impactadas pelo grande volume de chuva, o governador destacou que Capitão Poço teve um grande prejuízo em sua infraestrutura urbana. “Temos que analisar sob o ângulo de quantas pessoas foram atingidas. Marituba é aquela que mais sofreu, cerca de 100 famílias diretamente foram impactadas, e, na infraestrutura urbana, nós ainda estamos verificando, ouvindo as prefeituras, recebendo as demandas, mas, de imediato, o que causa mais atenção para nós é a recuperação de áreas urbanas danificadas na cidade de Capitão Poço”, pontua.
O governador ainda lembra que há municípios com pontes e ruas danificadas e que a Secretaria de Infraestrutura do Estado já está mobilizada para avançar na recuperação imediata dessas áreas atingidas. “Tudo isso para que nós possamos o quanto antes retomar a normalidade da vida das pessoas e com muita sensibilidade e empatia atender as famílias que diretamente perderam bens, perderam imóveis, perderam móveis das casas, utensílios para que nós possamos diminuir o sofrimento dessas pessoas”, observa.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autorizou repasse de recursos para Goianésia do Pará e Óbidos. Os recursos foram autorizados a partir de critérios técnicos que levam em conta a magnitude dos desastres, o número de desabrigados e desalojados e as necessidades apresentadas nos planos de trabalho enviados pelas prefeituras.
Municípios que tiverem o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos ao MIDR para ações de defesa civil. As solicitações devem ser realizadas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e valores propostos. Após aprovação, os repasses são formalizados por meio de portaria no DOU, liberando os valores correspondentes.
Monitoramento
Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará disse que atua no monitoramento e resposta aos impactos das chuvas do inverno amazônico, em apoio aos órgãos estaduais.
“Atualmente, 23 municípios estão em situação de emergência. Desses, Bragança, Jacareacanga, Pau d’Arco e Xinguara já possuem decretos homologados, enquanto Anapu, Baião, Bom Jesus do Tocantins, Ipixuna do Pará, Dom Eliseu, Itupiranga, Jacundá, Monte Alegre, Novo Progresso, Novo Repartimento, Pacajá, Rio Maria, Santa Maria das Barreiras, Santarém, São Geraldo do Araguaia, Trairão, Uruará, Vitória do Xingu e Marituba seguem em análise, com previsão de homologação ainda esta semana”, disse a corporação.
Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, o reconhecimento da situação de emergência considera critérios técnicos da Defesa Civil, como os impactos causados pelas chuvas e danos à população e à infraestrutura.
“As ações ocorrem de forma integrada com órgãos estaduais, incluindo Defesa Civil, SEASTER, COHAB, SEINFRA e SEDOP, com apoio na captação de recursos federais, distribuição de ajuda humanitária, como cestas básicas, kits de higiene e dormitório, além do monitoramento de infraestrutura, especialmente pontes e acessos”, afirmou.
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