Igor Normando critica uso de ambulância por servidores do Samu durante protesto e promete punição
Por meio de um video nas redes sociais, o prefeito de Belém reforçou que a conduta será apurada pela prefeitura
Por meio de um video nas redes sociais, o prefeito de Belém, Igor Normando, criticou o uso de ambulâncias no protesto realizado por servidores da saúde, que bloquearam a avenida Almirante Barroso na manhã desta sexta-feira (6), alegando que a prática colocou em risco a população ao impedir a circulação de veículos de emergência. Normando reforçou que a conduta será apurada pela prefeitura.
O movimento, apoiado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (Sindsaúde Pará), pedia a revogação da Lei nº 10.266/26, aprovada pela gestão do prefeito Igor Normando (MDB), que altera o Estatuto dos Servidores e, segundo os manifestantes, retira direitos históricos da categoria. Os servidores também reivindicam a abertura das negociações com a prefeitura.
“Hoje tomei conhecimento de que uma ambulância foi usada em um protesto de forma irresponsável e irregular. As ambulâncias são instrumentos importantíssimos para salvar vidas. Não vamos tolerar que um equipamento público seja usado de forma indevida”, disse ele, na legenda da publicação.
Normando afirma, no vídeo, que a ambulância não deveria ser usada para protestar. “Manifestação é um direito e é legítimo, mas tem um direito que é maior do que todos os outros. É o direito à vida. Ambulância não é instrumento de protesto. Ambulância é instrumento de salvar vidas. Hoje, infelizmente, alguns servidores resolveram protestar com as nossas ambulâncias da saúde pública municipal, deixando de atender pessoas que precisam, pessoas que muitas das vezes sofreram um acidente e precisam do serviço rápido da nossa urgência e emergência”, relata.
“Eu quero dizer a vocês que isso não vai ficar impune. Essa atitude irresponsável vai ser apurada e todos aqueles que estão envolvidos nesse ato serão punidos com todo o rigor da lei. Nós não vamos aceitar, de forma alguma, ser refém de quem não tem responsabilidade, nem com o espaço que exerce e muito menos com a vida daqueles que precisam. Nós não vamos tolerar esse tipo de atitude”, acrescenta o prefeito.
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