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Homilia do 5º domingo da Quaresma: Cláudio Pighin reflete sobre Lázaro

Celebrante destaca a amizade entre Jesus e Lázaro e a visão da morte como um sono que antecede a ressurreição

Gabriel da Mota

A compreensão da morte como um "sono" que antecede a ressurreição e a profunda humanidade de Jesus diante do sofrimento marcam a homilia do padre Cláudio Pighin neste sábado (21). O celebrante das missas na sede do Grupo Liberal, em Belém, utiliza o Evangelho da ressurreição de Lázaro para mostrar que a amizade divina compartilha a realidade das pessoas e transforma a dor em esperança. A reflexão para este 5º domingo da Quaresma busca esclarecer as incompreensões humanas sobre a cruz e reforçar a proximidade de Deus com a vida de cada fiel.


A doença de Lázaro, conforme explica o celebrante, serviu para proporcionar o maior testemunho da presença de Deus na vida humana. Mesmo ameaçado de morte, Jesus retornou ao lugar de perigo para atender ao amigo. "Tinha consciência que estava a serviço de Deus", afirma o padre, ressaltando que Jesus se comoveu e chorou ao encontrar as irmãs Marta e Maria em luto. Para Pighin, esse comportamento demonstra como a divindade compartilha a realidade das pessoas.

Fé na ressurreição como realidade presente

No diálogo com as irmãs de Lázaro, Jesus desafia a visão limitada da morte material. Enquanto os discípulos e a sociedade da época acreditavam na ressurreição apenas para o "último dia", o Cristo propôs uma nova realidade. "Eu sou a ressurreição e a vida", declarou Jesus, conforme citado na homilia. O padre destaca que essa presença transforma a realidade de morte em vida, convidando a humanidade a enxergar além das dificuldades imediatas.

Ao definir a morte de Lázaro como um "sono", Jesus estabelece que o falecimento não representa um fim definitivo. O celebrante faz referência a São Francisco ao descrever a morte como a "irmã que nos abre as portas para a vida". A reflexão conclui que, perante a dor e o medo, a figura de Jesus proporciona redenção e aumenta a capacidade humana de compreender a existência de forma plena durante a Quaresma.