Feira de Artesanato do Círio encerra com aumento nas vendas
Programação gerou mais de R$ 280 mil de faturamento e recebeu mais de 18 mil visitantes
A Feira de Artesanato do Círio 2018, aberta no último dia 10, na Casa das Artes, ao lado da Basílica Santuário de Nazaré, encerrou na noite de hoje com um crescimento nas vendas estimado em 24% na comparação com 2017. O evento, que teve um dia a mais de programação em relação ao ano passado, gerou mais de R$ 280 mil de faturamento e foi visitado por mais de 18 mil pessoas (em 2017 foram 16 mil) nos oito dias de realização. Promovida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA), a Feira reuniu 52 artesãos expositores, 10 a mais que na última edição.
Entre eles a avaliação da feira foi bastante positiva. As compras apresentaram um volume expressivo nos estandes e alguns artesãos chegaram, inclusive, a encaminhar artigos para o exterior. Até na última noite o evento registrou um público expressivo, que não só apreciou os itens postos à venda, como adquiriu uma infinidade de artigos confeccionados em cerâmica, madeira, juta e outros tipos de material.
Participaram da Feira artesãos de Belém, Ananindeua, Abaetetuba, Curuçá, Santarém, Soure, Salvaterra, Bragança e Portel. Os trabalhos foram confeccionados obedecendo a proposta de harmonizar tradição e inovação.
Atrativos
Foi o que fez a artesã Franci Serra, da Biarte Artesanato. Ela trabalha com bonecos de tecido e feltro. "A novidade foi a linha 'Promesseiros com a Cruz'. Eu trouxe 130 exemplares e hoje, no final do evento, já só tinha 19 bonecos. Fiquei bem satisfeita com o resultado da Feira", afirmou.
Além dos bonecos promesseiros, a artesã expôs itens bonecas de carimbó, imagens de Nossa Senhora em feltro, anjinhos e pesos de porta com motivos regionais. Presente pela quarta vez na programação da Feira, Franci contou que já no primeiro dia chegou a comercializar 70% de sua produção para uma caravana de turistas do Rio de Janeiro.
Artesão desde garoto, Josias Plácido Silva, conhecido como mestre Pirias, 48 anos, mora em Abaetetuba. Por duas vezes, levou o prêmio Top 100 de Artesanato do Brasil, do Sebrae Nacional - As 100 melhores unidades produtivas do País. Ele trouxe para a feira mais de 600 peças em miriti, entre réplicas de exemplares da fauna regional, elementos do Círio (roda gigante do parque de Nazaré, barcos, móbiles e até um tubarão. A Feira teve duas coleções: Mãe da Terra, de artigos em cerâmica de Icoaraci, e Miriti, com concepções diferentes em itens produzidos a partir dessa matéria-prima, como pufs, fruteiras e luminárias. "Conseguimos vender 70% do nosso estoque. Isso é muito bom", afirmou.
O diretor administrativo e financeiro do Sebrae no Pará, André Pontes, destacou a inovação dos artesãos, que chegaram a expor até joias confeccionadas com farinha. "A criatividade e o talento dos artesãos garantiram um evento de altíssima qualidade ao público", afirmou.
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