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Dom Julio afirma que Procissão do Encontro convida fiéis a unir sofrimento à fé em Cristo

A Procissão do Encontro é uma das tradições mais marcantes da religiosidade católica em Belém, reunindo todos os anos milhares de pessoas em um momento de fé, silêncio e reflexão sobre a paixão de Cristo

O Liberal

A Procissão do Encontro, realizada nesta Sexta-feira Santa (3) em Belém, foi destacada pelo arcebispo metropolitano, Julio Endi Akamine, como um dos momentos mais profundos da espiritualidade cristã, ao representar o Mistério da Redenção.


De acordo com Dom Julio, o encontro entre as imagens de Jesus e de Nossa Senhora das Dores não deve ser entendido apenas como uma cena simbólica de afeto entre mãe e filho, mas como um chamado à participação dos fiéis no próprio mistério da salvação.

“Não é somente um encontro afetivo. É uma participação efetiva no Mistério da nossa salvação”, afirmou o arcebispo.

Ele explicou que, ao caminhar para o Calvário, Jesus associa Maria ao seu sofrimento redentor, gesto que, segundo ele, também se estende a todos os cristãos.

“Assim como Maria foi associada à redenção de Cristo, também nós somos chamados a participar. Nós passamos por tristezas, por dificuldades, mas podemos unir tudo isso ao sofrimento de Jesus”, disse.

Dom Julio ressaltou que esse convite à união com Cristo transforma o sentido da dor humana, abrindo caminho para a esperança e a ressurreição.

“Quando unimos o nosso sofrimento ao de Cristo, participamos também do Mistério da Ressurreição”, completou.

Para o arcebispo, a Semana Santa é uma oportunidade de vivência concreta da fé, em que cada fiel é chamado a refletir sobre sua própria caminhada e a encontrar, mesmo nas dores, um sentido espiritual mais profundo.

A Procissão do Encontro é uma das tradições mais marcantes da religiosidade católica em Belém, reunindo todos os anos milhares de pessoas em um momento de fé, silêncio e reflexão sobre a paixão de Cristo.