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Corveta Solimões reabre para visitação e aproxima público da história naval em Belém

Aberta de terça a domingo, das 10h às 18h, a visitação tem atraído tanto moradores quanto turistas

Bruna Lima

O Espaço Memória Corveta Solimões (V-24), embarcação da Marinha do Brasil atracada na Estação das Docas, em Belém, voltou a receber visitantes após passar por reforma. A visitação foi retomada nesta quarta-feira (28) e seguirá até 28 de fevereiro, com funcionamento de terça a domingo, das 10h às 18h, permitindo ao público conhecer a história naval brasileira por meio da estrutura e do acervo da embarcação.

De acordo com o Capitão de Mar e Guerra Guilherme Barros Moreira, comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, a Corveta Solimões ocupa um lugar único na região.

“A Corveta Museu Solimões é a primeira e única corveta, o único navio-museu da Região Norte. Ela cria a oportunidade para que as pessoas conheçam a rotina de bordo, o trabalho da Marinha e a interação do navio com o ambiente fluvial e marítimo”, explica o comandante.

A embarcação operou de forma ativa entre 1955 e 2003, atuando em missões de patrulha naval, defesa das águas jurisdicionais brasileiras e ações sociais. Desde então, foi convertida em navio-museu, função que exerce até hoje, somando mais de 70 anos de história ligada à navegação na Amazônia e ao litoral brasileiro.

Durante a visitação, o público pode conhecer os compartimentos internos do navio, entender como funcionava a rotina dos marinheiros e observar de perto equipamentos fundamentais de um navio de guerra, como o canhão principal, metralhadoras, sistemas de propulsão, geração de energia e a organização da Praça de Máquinas.

“Todo navio de guerra possui armamento para garantir a defesa da embarcação. Aqui, os visitantes entendem como esses equipamentos funcionam e qual era o papel de cada militar a bordo”, destaca o comandante.

O contador Flávio Holanda, que está em Belém a passeio, contou que a visita surgiu por curiosidade. “Estamos chegando de Recife, passando alguns dias aqui, e vimos o movimento. Resolvemos vir dar uma olhada. É interessante conhecer”, comentou.

Para jovens que sonham com a carreira naval, a experiência tem um significado ainda mais especial. O estudante Wagner Oliveira, de 15 anos, afirma que a visita reforça seu desejo de ingressar na Marinha.

“Estou estudando para entrar na carreira naval. Acompanhei pelas redes sociais que o navio estaria aberto à visitação e não perdi tempo. Conhecer um navio de guerra com tanta história é uma grande oportunidade”, afirmou.

Corveta “Solimões”

A Corveta “Solimões” carrega uma história de décadas de serviço ao Brasil. Construída na Holanda e incorporada à Armada brasileira em 1955, a Corveta foi originalmente projetada para funções de patrulha, busca e salvamento, e varredura de minas. Ao longo de sua trajetória, a Corveta “Solimões” desempenhou papel crucial na fiscalização do mar territorial brasileiro e no apoio logístico em áreas ribeirinhas, sendo vital para comunidades isoladas na Amazônia. Este é o terceiro Navio da Marinha do Brasil a ostentar o nome Solimões, em homenagem ao principal afluente do Rio Amazonas.

Serviço:

Visitação pública ao “Espaço Memória Corveta Solimões”
Período: 28 de janeiro a 28 de fevereiro
Local: Estação das Docas
Horário: de 10h às 18h
Entrada gratuita

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