Chuva forte em dois períodos deixa ruas alagadas e trânsito caótico
Antigos problemas da cidade são revelados com as chuvas
Em dois momentos, no final da tarde e começo da noite, a chuva forte que caiu sobre Belém, nesta terça-feira (24), trouxe de novo à tona antigos problemas de falta de uma rede de drenagem de águas nos bairros. Bueiros entupidos, vias alagadas, inundaçõe na frente de casas, corredores de tráfego e imediações com trânsito lento e até mesmo engarrafado e pessoas enfrentando as águas sujas nas ruas, foi o que se viu logo que a chuva começou a cair por volta das 16h30, durando cerca de 30 minutos, e novamente incidir por volta das 19 horas, por cerca de 15 minutos.
Além dos aguaceiros nas vias da capital paraense, a Avenida Almirante Barroso, principal rota urbana de entrada e saída de Belém, registrou trânsito lento durante e após a incidência das águas. Aos transeuntes e moradores nos perímetros da metrópole, restou a expectativa de que, em breve, obras mais abrangentes de saneamento sejam concretizadas em prol da coletividade, considerando-se que o belenense caminha para o período da ocorrência de chuvas fortes e continuadas a partir do final do ano.
Um dos locais de inundação nesta terça foi o cruzamento da avenida Alcindo Cacela com a rua dos Mundurucus, no bairro da Cremação. As águas acumuladas atingiram o nível das calçadas, fazendo com que muitos carros estacionados no meio-fio, perto de estabelecimentos comerciais, e casas ficasem "ilhados", ou seja, sem acesso por parte de seus proprietários. Naquele perímetro, o tráfego de veículos, entre carros de passeio, motos, ônibus e bicicletas, ficou lento. Condutores de veículos tiveram que circular com atenção redobrada para não provocar acidentes e mesmo não deixar o carro "morrer" no meio do aguaceiro.
Sufoco - Já os pedestres foram obrigados a meter os pés nas águas sujas para cruzar as pistas das avenidas. A estudante Josele Paes, 35 anos, estava na esquina da Alcindo Cacela com Mundurucus, na hora da inundação. "Esse é problema é antigo e que se mostra sem solução. Choveu, fica assim", declarou Josele. Quem teve de seguir no meio do alagamento foi o ciclista Pedro Machado, de 60 anos, eletricista. "Eu estou vindo da Governador José Malcher e vou para o final da Alcindo Cacela. A gente tem que encarar a água senão fica retido aqui", expressou-se Pedro.
Não multo longe dali, na esquina da rua dos Pariquis com a travessa Quintino Bocaiuva, também na Cremação, o alagamento foi predominante. Motoristas ingressaram com os carros no cruzamento, mas também houve condutores de veículos que preferiram desviar de itinerário ao avistar de longe a confusão no perímetro. A cena se repetiu no cruzamento da Pariquis com a Rui Barbosa, a uma quadra do primeiro ponto.
Em grande parte da cidade, os efeitos da chuva forte foram sentidos, sobretudo, com trechos registrando alagamento. Na expectativa de novas obas estruturais de saneamento para a cidade, belenenses sabem que se molhar sob chuva forte é o mínimo diante de tantos transtornos no perímetro urbano.
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