Capivaras, cobras e esquilo: programa ‘ConViva’ atua na conservação e monitoramento da fauna na UFPA
Programa promove a conservação da fauna na Universidade Federal do Pará
Na Universidade Federal do Pará (UFPA), a comunidade vive em conjunto com diversas espécies de animais silvestres, como macacos, capivaras, tatu, serpentes, iguanas e aves, que têm o local como habitat natural. Para conservar a fauna presente na instituição, o programa “ConViva” atua no monitoramento e no cuidado com as espécies por meio de projetos e atividades, além da divulgação científica realizada nas redes sociais, promovendo a conscientização.
Para promover a conservação da fauna, o "ConViva" atua com vários projetos. Um dos principais é o monitoramento de animais silvestres na UFPA, como as capivaras, que formam um grupo crescente no local, de acordo com a professora e coordenadora do programa, Maria Cristina Santos. O “ConViva” ainda monitora a herpetofauna, que diz respeito a serpentes, lagartos e anfíbios.
Diversos animais silvestres são avistados na UFPA, como macacos, filhotes de capivaras, cachorro-do-mato, quati, tatu e serpentes, como a sucuri. A professora Maria Cristina destaca que já foram encontrados porco-espinho e esquilo.
Além do monitoramento, o programa atua no resgate de animais silvestres encontrados em situações danosas na UFPA. Muitas aves colidem com vidros e necessitam de tratamento, assim como muitas iguanas são atacadas por cachorros, de acordo com a coordenadora. Se o animal estiver bem de saúde, o "ConViva" libera ele na natureza em um lugar com menos trânsito. Contudo, se o animal estiver doente, ele é levado para a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), onde os veterinários cuidarão dele.
O programa ainda atua com a divulgação científica e a popularização da ciência, por meio de exposições realizadas fora da UFPA no projeto “Universidade Além dos Portões”. Além disso, o evento anual “ExpoBio” é organizado dentro da UFPA para toda a comunidade.
Início do programa
O programa “ConViva” atua na conservação da fauna desde 2019, mas só foi estabelecido em 2021, segundo a professora Maria Cristina Santos. “Em 2021, tivemos um acidente ofídico dentro da universidade. Fomos solicitados a fazer um trabalho dentro da UFPA com o objetivo de entender os motivos desse acidente. Ao mesmo tempo, já vínhamos trabalhando com a fauna em geral. Então, esse foi o ponto inicial para pensar em um projeto mais estruturado”.
Aproximadamente 30 pessoas compõem o programa, entre docentes e discentes, seja da graduação ou pós-graduação. As atividades também são feitas no Laboratório de Ecologia e Zoologia de Vertebrados (Labev), no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFPA, que é um centro para vários projetos de pesquisa.
Além dos 30 discentes e docentes, o ConViva criou parcerias com colaboradores, que são pessoas que convivem na UFPA, como servidores, estudantes, prestadores de serviços e técnicos-administrativos. Os colaboradores ajudam entrando em contato com o programa em caso de ver um animal silvestre.
Divulgação científica nas redes sociais
Um dos projetos do ConViva é a divulgação científica nas redes sociais, no perfil do Instagram (@conviva.labev), com o objetivo de falar sobre o programa, divulgar informações e conscientizar sobre a conservação da fauna. “Utilizamos a potência que as redes sociais têm para atingir uma gama maior de pessoas. Entramos com a ideia de propagar a ciência, e as redes sociais ajudam a fazer com que essa ciência chegue a diversos públicos, com uma linguagem acessível e clara também”, relata a graduanda Mayssy Oliveira.
A equipe produz um cronograma no qual se organiza para fazer as publicações nas redes sociais. “Formulamos um roteiro e vemos quem tem adaptação para falar sobre o tema. Utilizamos o roteiro como um guia, mas deixamos livre para que fique natural, a fim de que as pessoas se sintam confortáveis para saber mais sobre o assunto”, conta o biólogo e mestrando André Falcão.
O programa produz vários quadros para informar e conscientizar o público de forma mais acessível. Um dos quadros é o “Quinta da Fauna”, que fala sobre os aspectos gerais de algum animal, como habitat, alimentação e reprodução. Já o “Ameaçados” informa sobre o estado de conservação dos animais e a distribuição deles pelas regiões. O quadro “Égua da Potoca” visa desmistificar as ‘potocas’ contadas sobre os animais.
Além de passar informações, outros quadros, como o “Convivendo e Resgatando”, servem para divulgar os resgates de animais na UFPA, os tratamentos realizados e a soltura das espécies na natureza.
Confira alguns quadros produzidos nas redes sociais:
- Quinta da Fauna: informa sobre os aspectos gerais de algum animal, como habitat, alimentação e reprodução;
- Ameaçados: mostra o estado de conservação e a distribuição de animais pelas regiões;
- Égua da Potoca: desvenda uma ‘potoca’ sobre algum animal;
- Convivendo e Resgatando: divulga os resgates, cuidados e solturas de animais encontrados na UFPA;
- Tem Bicho na Rede: exibe vídeos de animais com ocorrência na universidade.
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