Boto resgatado em canal de Belém recebe cuidados após diagnóstico de baixo peso
Ainda não há previsão para o animal ser reintroduzido na natureza
O boto-cor-de-rosa fêmea que foi resgatado em um canal de Belém recebeu diagnóstico de baixo peso e continua sob cuidados especializados. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que acompanha a recuperação do animal. O mamífero está no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Benevides, na Região Metropolitana.
De acordo com o órgão, o boto-fêmea apresenta baixo escore corporal, ou seja, está abaixo do peso ideal para o tamanho. Apesar disso, o animal tem respondido bem aos cuidados e já se alimenta normalmente, tendo consumido tilápias na manhã de quarta-feira. Ele permanece em tanques adequados para a espécie. No momento, não há previsão para que ele seja reintroduzido na natureza, já que a prioridade é a recuperação completa do mamífero.
“A equipe do Cetas, com o apoio de representantes do Instituto Bicho D'Água, continuará acompanhando e fornecendo todo o suporte necessário ao boto para a recuperação plena de suas condições de saúde”, declarou,
Nas redes sociais chegou a circular a informação sobre a suspeita de que a boto-fêmea estava grávida. No entanto, segundo o Ibama, não foi confirmada a gestação. Exames específicos descartaram a suspeita inicial levantada durante o resgate.
Resgate
O resgate ocorreu na manhã de terça-feira (17), após o boto encalhar em um canal localizado na rua União, com a travessa Mauriti, no bairro do Marco. A operação foi realizada por uma equipe do Instituto BioMA, ligado à Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com apoio do Corpo de Bombeiros e do Batalhão de Polícia Ambiental.
A suspeita é de que o animal tenha sido levado ao local devido à elevação do nível da água provocada pelas fortes chuvas que atingiram a capital nos últimos dias. O ponto onde ele foi encontrado integra um dos braços do rio Tucunduba.
Moradores relataram que o boto já estava no canal desde a noite de segunda-feira (16), mas só foi visto na manhã seguinte. Durante a avaliação inicial, biólogos identificaram que o animal apresentava ferimentos, possivelmente causados pelo contato com pedras e outros objetos após a redução do nível da água.
Após o resgate, o boto foi encaminhado para atendimento especializado, onde permanece em observação clínica e acompanhamento veterinário e biológico. O Ibama reforçou a importância de que a população acione os órgãos ambientais ao encontrar animais silvestres em situação de risco, evitando qualquer tipo de manejo inadequado que possa agravar o estado do animal ou colocar pessoas em perigo.
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