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Belém tem aumento de acidentes com serpentes no inverno amazônico; Sesma detalha orientações

Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Belém registra crescimento nas ocorrências, incluindo nas ilhas do Combu e de Mosqueiro,

O Liberal

Belém tem registrado, nos últimos meses, um aumento nos atendimentos por acidentes envolvendo serpentes, incluindo ocorrências nas ilhas do Combu e de Mosqueiro, segundo o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Belém (Ciatox), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). O serviço atua diretamente nesses casos e aponta que o “inverno amazônico” contribui para esse cenário.

Segundo a coordenadora do serviço, Shirley Dourado, os casos envolvem principalmente a jararaca, espécie comum na região. Esse cenário é sazonal e esperado nesta época do ano, o que torna ainda mais importante a adoção de medidas preventivas, especialmente em locais próximos a igarapés, jardins, áreas com vegetação densa ou entulhos. “São ocorrências típicas do período chuvoso. Por isso, a orientação é que a população redobre os cuidados e evite áreas de risco”, explica.

Atenção é fundamental

Entre as principais orientações estão ações simples no dia a dia, como manter quintais e calçadas limpas, evitar o acúmulo de entulho, vedar frestas em residências, usar botas em áreas de mata e redobrar a atenção ao circular por locais alagados ou com vegetação.

“Esses animais fazem parte do ecossistema e desempenham um papel importante no equilíbrio ambiental. O cuidado deve ser coletivo, com atenção aos ambientes onde há maior possibilidade de ocorrência, como rios, igarapés, jardins, trilhas e áreas abertas”, alerta Shirley Dourado.

Atendimento e orientação à população

Os atendimentos especializados são realizados pelo Ciatox, que funciona no Hospital Universitário João de Barros Barreto e é regulado pela Sesma. Em casos de acidentes com animais peçonhentos, a população deve procurar imediatamente os prontos-socorros de Belém, onde há disponibilidade de soro antiofídico e equipes capacitadas para o atendimento inicial e encaminhamento adequado.

“O serviço funciona por demanda. Todo acidente deve ser avaliado em um pronto-socorro, onde será definida a conduta terapêutica adequada. No inverno amazônico, é comum observar um aumento desses atendimentos, o que reforça a importância de redobrar a atenção e os cuidados”, destaca a coordenadora.