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Belém celebra o Dia do Gamer com exposição interativa; confira

Evento reúne clássicos e lançamentos da indústria dos jogos em experiência aberta ao público

Gabriel Pires

Criado para valorizar a cultura dos jogos eletrônicos, o Dia Internacional do Gamer é celebrado nesta sexta-feira (29) e também busca reconhecer o impacto dos games. Em Belém, a data ganha destaque com o Museu do Videogame, em cartaz no Shopping Bosque Grão-Pará até o dia 7 de setembro. A exposição permite revisitar a trajetória dos consoles, desde os que marcaram gerações até os modelos mais recentes, além de oferecer ao público a experiência de jogar.

Funcionamento

As exposições no Bosque funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 21h. Os videogames estão disponíveis para jogar das 14h às 21h. A programação faz parte dos 10 anos do shopping, como destaca o analista sênior de marketing do espaço, Paulo Rocha.

“Neste ano, o Grão-Pará celebra 10 anos de existência e desejávamos apresentar algo distinto aos nossos clientes. Observamos que nosso público, além de ser muito familiar, inclui crianças Para a programação de aniversário do Shopping Bosque, trouxemos o Museu do Videogame”, explica.

“É uma novidade em Belém e na região, com mais de 400 consoles de videogame, dos mais antigos aos mais modernos, utilizando tecnologia de ponta, além de shows, concursos de cosplay e concurso de Just Dance. Do dia 23 até 28 de agosto, já passaram mais de 70 mil pessoas no espaço interativo do videogame. Estamos em uma região que precisa desse tipo de evento. Quando a gente conseguiu trazer a programação, a gente sabia que ia dar super certo”, acrescenta.

O Museu do Videogame, reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus, surgiu de uma iniciativa de Cleisson Lima, jornalista de games e colecionador, que tinha um vasto acervo em sua própria casa. Segundo o coordenador do museu, Thiago Moreira, o jornalista decidiu, em um determinado momento, montar e iniciar as iniciativas do Museu do Videogame, transformando sua paixão em uma exposição acessível ao público. Diferente da concepção tradicional de museus, o Museu do Videogame se destaca por sua interatividade.

Clássicos

Para os entusiastas de videogames, o acervo é a oportunidade perfeita. Moreira garante que é possível encontrar desde os pioneiros, como o Atari, até os mais recentes lançamentos, citando o Nintendo Switch 2. Além disso, todas as gerações do PlayStation, do 1 ao 5, estão presentes. O coordenador ressalta que há uma vasta quantidade de consoles para todas as idades, proporcionando uma experiência para toda a família.

“Inclusive, o pai pode trazer o filho e ter a oportunidade de reviver o videogame que jogou na infância e o filho pode jogar os mais modernos também. A gente preza por colocar jogos onde as pessoas conseguem jogar juntas. Por exemplo, há jogos de luta. O público pode encontrar clássicos do Mega Drive, como Street Soft Rage, Sonic. E outros clássicos do Super Nintendo, como Super Mario World, além de Street Fighter 2”, comenta.

O coordenador do museu ainda destaca a grande participação do público e a expectativa de que aumente ainda mais nos próximos dias: “O crescimento de público deve ser maior aos finais de semana. As pessoas conseguem vir em maior número e interagir mais. Isso porque aos finais de semana também tem programações diferentes. Há torneios com premiações, haverá encontro de K-pop neste final de semana, além de um torneio de Just Dance”, explica Thiago.

Imersão

E toda essa experiência atraiu muitos jovens. Gamer desde a infância, a autônoma Anna Baia, de 22 anos, aproveitou a tarde de quinta-feira (28) para poder visitar o museu e jogar alguns games no local. “Eu jogo desde que me entendo por gente. Primeiro com o Nintendo, depois o Nintendinho. Os mais clássicos. Cheguei a jogar o Game Boy também, jogos de computador. O que me fascina no mundo dos jogos é a liberdade”, conta a jovem.

“Quando entramos na fase adulta, a gente não tem muito tempo para jogar. E eu perdi meu Xbox 360 há um tempo, então, ter essa oportunidade do museu, jogando games que eu sempre joguei, é uma boa para mim. Pretendo voltar no domingo. Hoje, não jogo todos os dias. Somente no final de semana, quando faço alguns bicos e vou na lan house. Costumo jogar Halo e os jogos de tiro atuais. Já no caso das competições, costumo jogar LOL. E ainda, sou fã de RPG”, diz a jovem.

Geração

O estudante de administração Matheus Parente, 24 anos, lembra com carinho da trajetória ao lado dos consoles. “A minha geração dos games começou pelo Nintendo 64, que foi o meu primeiro videogame. Depois veio o PlayStation 2, depois o PlayStation 3, o Xbox 360, o PS4. Fui passando por todas essas gerações. Desde o Nintendo 64 eu sempre tive uma relação muito forte com a Nintendo e com os jogos antigos”, recorda.

Apesar de não jogar mais em consoles, Matheus mantém o hábito no celular. “Pelo celular eu costumo jogar jogos mobile, principalmente MOBA e FPS. É uma forma de não perder esse contato com os games”, explica. Para ele, o termo gamer ficou ainda mais amplo. “Hoje em dia existem jogadores de gerações antigas que estão aqui relembrando, mas também tem muita gente que só joga pelo celular. O termo gamer hoje abrange várias plataformas, do console ao mobile”, avalia.

Já o primo de Matheus, Pedro Parente, 22 anos, tem uma relação ainda mais profunda com os games. Ele é desenvolvedor de jogos. “Desde criança, eu jogava com o meu pai. Foi algo que passou de geração, ele me apresentou esse universo e isso ficou comigo até hoje. Principalmente, eu vou mais para o lado dos jogos de RPGs, especialmente japoneses. O meu favorito é o Final Fantasy 10”, conta.

Para ele, que até hoje costuma jogar no dia a dia, o fascínio por esse mundo vai além da diversão. “O que mais me chama atenção é ver a potência da tecnologia, além da história de tudo que se pode fazer nos jogos. E ainda, eu acho o visual dos jogos muito legal. Tudo isso só programando”, afirma. “E o meu console favorito é o PlayStation 2, que é o que eu tenho em casa. Jogo em casa todos os dias”, comenta.