Belém: Assembleia de Deus celebra 115 anos com inauguração de memorial em homenagem aos fundadores
Ao longo dos meses de maio e junho, os fiéis contaram com uma programação especial marcada por cultos, sessões solenes, ações missionárias e eventos comemorativos
Foi celebrado o aniversário de 115 anos da Assembleia de Deus neste sábado (20/6), em Belém. Tudo começou com uma encenação da chegada de Daniel Berg e Gunnar Vingren na escadinha da estação das docas, pelas águas. Em seguida, foram inauguradas as estátuas em tamanho real dos missionários, com a presença da governadora Hana Ghassan. Tudo foi conduzido por Samuel Câmara, presidente da Igreja Assembleia de Deus. Os participantes estiveram vestidos com roupas de época.
“A gente fica muito feliz de participar desse começo e parabenizar pelos 115 anos da igreja Assembleia de Deus, em Belém. (...) É importante que nossa história seja preservada e representada para que todos, quando passarem aqui, vejam que foi nesse espaço que eles (Daniel Berg e Gunnar Vingren) desceram e agora estão eternizados”, disse Hana.
Ao longo dos meses de maio e junho, os fiéis contaram com uma programação especial marcada por cultos, sessões solenes, ações missionárias e eventos comemorativos. Ainda neste sábado (20/6), às 19h, haverá o Culto de Celebração do Centenário, no Centenário Centro de Convenções.
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O presidente da Assembleia de Deus em Belém, pastor Samuel Câmara, disse que a ideia da reconstituição da chegada dos missionários na capital paraense foi pensada inicialmente para ser feita uma vez, só que, como o número de participantes aumentou a cada ano, a intenção mudou. Ele aproveitou para parabenizar todos os assembleianos. “Vamos para frente, porque é tempo de anunciar Jesus a todas as pessoas", disse.
Na encenação, os pastores Philipe Câmara e Junior Marasca apresentaram detalhadamente o trajeto percorrido por Daniel Berg e Gunnar Vingren. A reconstituição de um dos episódios mais simbólicos da história do movimento pentecostal brasileiro refez os passos dos pioneiros desde a saída da Escadinha do Porto, passando pela caminhada ao longo da Avenida Presidente Vargas, até a chegada em um banco da Praça da República.
“Esse momento diz muito a respeito de Belém. A Assembleia de Deus é a maior igreja pentecostal do mundo e ela nasceu aqui em Belém do Pará, nesse lugar, nessa escadinha, nesse banquinho. Primeiro, nós estamos aqui para manter vivo este legado, essa tradição e a história da igreja. Segundo, é transferir isso para as futuras gerações; um povo sem história é um povo sem identidade. A nossa igreja tem o desafio de ser histórica, mas, ao mesmo tempo, ser atual e ser relevante. E nós temos aqui: a coisa mais linda é ver as crianças”, explicou Philipe Câmara.
“Hoje tive a oportunidade de atuar como um dos nossos fundadores, mas não sei se vocês perceberam quantos outros Daniel l Bergzinhos a gente viu aqui com suspensório, com a roupa... E essas crianças estão vendo que o que aconteceu aqui foi realmente algo de Deus, porque não tem explicação. Quando eles chegaram não tinha multidão, não tinha estrutura, mas eram dois jovens. Eu tenho 43 anos hoje e eles eram doze, treze anos mais novos do que eu sou hoje, e o vento de Deus soprou, a mão de Deus abençoou e aqui está uma das maiores igrejas do mundo”, acrescenta o pastor.
Os missionários deixaram a Suécia rumo aos Estados Unidos antes de seguirem para o Brasil. Em Belém, eles iniciaram o trabalho evangelístico que resultaria na fundação da Assembleia de Deus.
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