Belém, 410 Anos: ilhas, praias e balneários revelam essência da cidade banhada pela Baía do Guajará
A poucos minutos do centro urbano, Belém é cercada por um verdadeiro arquipélago de ilhas fluviais e distritos balneários, que refrescam os moradores e visitantes da cidade em meio aos dias mais quentes do verão amazônico
Cercada por rios e banhada pela Baía do Guajará, Belém chega aos seus 410 anos, celebrados em 12 de janeiro de 2026, reafirmando uma de suas características mais singulares: a relação íntima com as águas. Muito além do centro histórico e dos mercados tradicionais, a capital paraense revela a própria essência em ilhas, praias e balneários que fazem parte do cotidiano de moradores e encantam visitantes que buscam experiências autênticas, natureza exuberante e sabores regionais.
A poucos minutos do centro urbano, Belém é cercada por um verdadeiro arquipélago de ilhas fluviais e distritos balneários, que refrescam os moradores e visitantes da cidade em meio aos dias mais quentes do verão amazônico. Lá, o ritmo desacelera e o lazer se mistura à cultura. Às vésperas do aniversário da cidade, esses destinos reforçam a identidade de uma metrópole que nasceu e cresceu à beira d’água.
Ilha do Combu
A apenas 10 minutos de barco do cais da Praça Princesa Isabel, a Ilha do Combu é um dos exemplos mais emblemáticos dessa Belém das águas. Rodeada por rios e igarapés, a ilha se tornou sinônimo de turismo sustentável, gastronomia regional e valorização das comunidades ribeirinhas. Restaurantes à beira-rio, chocolate artesanal produzido com cacau local, biojoias e cosméticos naturais fazem parte do roteiro, que combina descanso em redes, banho de rio e imersão na cultura amazônica sem sair da capital.
Como ir/voltar: O embarque se dá no Terminal Hidroviário Praça Princesa Isabel (Av. Alcindo Cacela, bairro Condor, Belém). A travessia leva cerca de 10 a 15 minutos. Para voltar, basta aguardar ou chamar uma lancha na beira-rio conforme indicado no terminal.
O que fazer? Roteiro comunitário “Rota Combu” com base sustentável;
Gastronomia, chocolate artesanal, biojoias, cooperativas ribeirinhas;
Visitar a fábrica de chocolate da Dona Nena;
Visitar restaurantes à beira-rio, nadar e relaxar
Ilha de Cotijuba
Com cerca de 15 quilômetros de praias de água doce, Cotijuba é um dos destinos mais procurados por quem busca sossego e contato com a natureza. O acesso, feito por barco a partir de Icoaraci, já antecipa a mudança de ritmo. Logo na chegada à ilha, o visitante já se depara com as históricas ruínas da primeira penitenciária do Pará, desativada em 1977. Na ilha, onde não circulam carros, o transporte por “motorrete”, mototáxi ou bondinho reforça a proposta sustentável.
Praias atraem visitantes para banhos, caminhadas e pôr do sol, além do contato com comunidades que preservam saberes tradicionais, como a produção de farinha e artesanato. A Praia do Vai-Quem-Quer é uma das mais famosas da ilha, com água doce, ambiente animado e bares e restaurantes.
Como ir/voltar: Vá até o distrito de Icoaraci (aprox. 20 km de Belém) e embarque no Trapiche de Icoaraci para a travessia de cerca de 40 minutos.
O que fazer? Escolha praias como Vai-Quem-Quer, Praia Funda, Farol ou Amor para banho e descanso;
Participar de roteiros com comunidades locais: casa de farinha, artesanato, patrimônio natural;
Tirar fotos nas ruínas
Mosqueiro
A cerca de 70 quilômetros do centro, Mosqueiro é o balneário mais famoso da capital paraense. Ligada ao continente por estrada, a ilha é conhecida como o “litoral de água doce” e reúne 17 praias banhadas pela Baía do Marajó. O cenário de ondas suaves, areia extensa e pôr do sol marcante faz de Mosqueiro um símbolo do lazer belenense.
Chapéu Virado, Farol e Paraíso concentram infraestrutura de bares, restaurantes e hospedagens, recebendo famílias e turistas ao longo do ano. A Praia do Chapéu Virado é um espetáculo a parte. Com área de lazer e águas calmas e mornas da Baía do Marajó, é um refúgio popular para famílias e turistas que buscam descanso e contato com a natureza amazônica. O nome tem origem em uma lenda local de um chapéu de palha que voou e ficou "virado" na areia, e hoje a praia é um ponto turístico.
Como ir/voltar: Pode-se ir de carro ou ônibus (em paradas específicas em São Brás) pela rodovia PA-391.
O que fazer? Aproveitar passeios de bicicleta pela orla;
Visitar o mercado municipal;
Comer tapioquinha na Vila e provar pratos típicos à base de peixe, camarão e caranguejo
Ilha de Outeiro
Outeiro une cultura, lazer e importância estratégica. Conhecida pela Praia Grande, um dos balneários mais frequentados da região metropolitana, a ilha oferece águas doces, barracas de comida, clima animado e fácil acesso por ônibus, carro ou travessia aquaviária. Recentemente, o porto de Outeiro ganhou destaque ao receber navios-hospedagem para
Destino mais procurado da ilha, a Praia Grande é um balneário popular, conhecido por suas águas doces da Baía do Guajará, areia clara e ambiente animado com muitas barracas de comida e bebida, ideal para lazer, com estrutura simples e acesso fácil de ônibus ou carro, sendo um refúgio de fim de semana com opções para famílias e quem busca agito.
Como ir/voltar: Aprox. 25 km da capital. Você pode ir de carro ou ônibus. Outra forma é via travessia aquaviária: navios e lanchas ligam o porto de Belém ao porto de Outeiro (Terminal da Companhia Docas do Pará – CDP). As viagens duram por volta de 40 minutos a 1 hora.
O que fazer? Trilhas ecológicas;
Visitar pequenas comunidades artesanais;
Desfrutar da gastronomia local, com pratos típicos à base de peixe e frutos da Amazônia
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