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Basílica de Nazaré recebe nova etapa do restauro com intervenções externa, no coro e no órgão

A conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2026

O Liberal

Em mais uma etapa do processo de restauro, a Basílica Santuário de Nazaré recebe nova fase de intervenções, que contempla o coro, onde está instalado o tradicional órgão, a recuperação das portas de bronze e a restauração de elementos da área externa do santuário. A conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2026. A informação foi anunciada nesta segunda-feira (9).

Segundo a arquiteta da obra, Ísis Ribeiro, o restauro do coro exigiu um olhar cuidadoso para a relação entre espaço, arquitetura e função. “O coro integra a estrutura litúrgica da igreja e ocupa uma posição estratégica, pensada justamente para potencializar a acústica do ambiente. Qualquer intervenção precisava respeitar essa concepção original”, explica.

As intervenções realizadas no coro e no órgão foram exclusivamente estruturais e de conservação. Os serviços incluíram a limpeza da estrutura de madeira, a recomposição de partes deterioradas, a revitalização dos elementos ornamentais e o polimento dos metais. Não houve intervenção na parte musical ou de instrumentação do órgão.

O coro da Basílica é um espaço de grande relevância arquitetônica e litúrgica, localizado em posição elevada e estrategicamente concebido para potencializar a acústica da igreja. É nesse ambiente que se encontra o órgão da Basílica, inaugurado em outubro de 1952, elemento de forte presença visual e estrutural, integrado ao conjunto arquitetônico do santuário.

De acordo com Ísis Ribeiro, o trabalho seguiu rigorosamente os princípios da preservação patrimonial. “O órgão faz parte do conjunto arquitetônico do coro. Por isso, os cuidados adotados na restauração foram os mesmos aplicados a todos os elementos arquitetônicos e ornamentais da Basílica, sempre respeitando a integridade do conjunto”, ressalta.

Embora o restauro do coro e do órgão não estivesse previsto no projeto inicial, o espaço foi incluído posteriormente devido à sua importância dentro do conjunto arquitetônico da Basílica, reforçando o compromisso com a preservação integral da igreja e de seus ambientes históricos.

Preservação

Paralelamente, seguem em execução os serviços de restauração das portas de bronze da Basílica de Nazaré, com foco na preservação, valorização e recuperação de suas características originais. As intervenções consistem em procedimentos técnicos de limpeza especializada e remoção criteriosa de materiais inadequados acumulados ao longo do tempo, como resíduos de poluição, ceras, vernizes e produtos não compatíveis com o bronze.

Área externa

Nesta fase do projeto, o restauro também avança na área externa da Basílica, com a pintura das paredes externas, intervenções nas duas torres da igreja, na cruz da fachada, nos mosaicos, nas colunas do átrio e em outros elementos que compõem o conjunto arquitetônico do santuário.

A coordenadora geral do projeto de restauro, Luci Azevedo, reforça que os trabalhos contemplam ainda ações de conservação em elementos simbólicos da igreja. “Além das intervenções visíveis na arquitetura, os sinos da igreja também receberão limpeza especializada, dentro do mesmo rigor técnico adotado em todo o processo de restauro”, destaca.

Com a ampliação dos sistemas de climatização, a modernização da iluminação e a requalificação da cripta, houve a necessidade de se planejar uma nova subestação elétrica para a Basílica Santuário de Nazaré.  Segundo Luci Azevedo, a implantação da nova subestação representa um avanço importante para o funcionamento do santuário. 

As intervenções seguem rigorosamente os princípios da conservação e do restauro, sem alterações de desenho, volumetria ou características artísticas dos elementos originais, tratando-se de ações de conservação preventiva e estética, fundamentais para a manutenção do patrimônio histórico e cultural da Basílica Santuário de Nazaré. “A expansão das centrais de ar, da iluminação e a requalificação da cripta exigiram um novo planejamento elétrico. A nova subestação garante mais segurança para a igreja e para todos que circulam pelo espaço”, afirma Luci.