Ato em frente a universidade cobra justiça por agressão contra homem em situação de rua
Durante o protesto, os manifestantes cobraram providências imediatas das autoridades e da instituição de ensino
Na manhã desta quarta-feira (15), representantes de movimentos sociais realizaram um ato em frente a uma universidade particular de Belém, em protesto contra a agressão sofrida por um homem em situação de rua, na última segunda-feira (13). O caso, que ganhou repercussão nas redes sociais, tem gerado indignação e mobilização de diferentes coletivos.
Durante o protesto, os manifestantes cobraram providências imediatas das autoridades e da instituição de ensino. Segundo Glauber Vilar, um dos representantes do movimento, o ato teve como principais reivindicações a expulsão dos estudantes envolvidos, a responsabilização de pessoas que possam ter tentado encobrir o caso e a efetivação de políticas públicas voltadas à população em situação de rua.
“Não é uma brincadeira, não é um caso isolado. Estamos aqui para dizer que chega de racismo e de aporofobia. É inaceitável que pessoas em situação de vulnerabilidade continuem sendo tratadas dessa forma”, afirmou.
Os manifestantes também destacaram que a mobilização busca denunciar desigualdades sociais e cobrar justiça. Para eles, o episódio reflete um problema estrutural, no qual pessoas em condição de privilégio acreditam estar acima da lei. “A gente não aceita mais que pessoas ricas façam o que quiserem e sigam impunes. Vamos continuar denunciando até que os responsáveis sejam punidos”, completou o representante.
O caso segue sob investigação, enquanto a pressão popular cresce por respostas rápidas e medidas concretas que garantam justiça para a vítima e evitem que situações semelhantes voltem a ocorrer.
A agressão ocorreu na última segunda-feira (13), quando um estudante da instituição utilizou uma arma de choque contra a vítima. Vídeos que circulam na internet mostram o momento em que o homem, que caminhava de costas, é surpreendido pelo agressor e atingido com descargas elétricas em duas ocasiões. Em uma das gravações, é possível ouvir risadas ao fundo, o que intensificou a revolta de quem teve acesso às imagens.
Palavras-chave