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Acidente no Círio Fluvial deixa dez pessoas feridas

A torneira de um botijão de gás teria se soltado numa das embarcações e causado o acidente

Redação Integrada ORM

Apesar da pontualidade garantida pela Diretoria do Círio, com duas horas de procissão pelas águas da Baía do Guajará, o Círio Fluvial teve balanço de dez pessoas feridas, duas com queimaduras graves, em um acidente envolvendo duas embarcações participantes, na manhã de hoje (13). O acidente é o mais grave registrado em toda a história da romaria pelas águas até agora.

Eram 10h da manhã quando a Marinha do Brasil e os Bombeiros confirmaram o acidente em um dos barcos que participavam da romaria do Círio Fluvial. Segundo a Marinha, a torneira de um botijão de gás teria se soltado numa das embarcações, mas naquele momento da romaria, segundo os militares, não havia ainda informações completas sobre vítimas ou a dimensão do incidente - apesar de fotos com o suposto socorro dos bombeiros já terem viralizado nas redes sociais. 


A confirmação do ocorrido veio só no início da tarde, através da assessoria dos Bombeiros. Por conta do incidente, duas embarcações acabaram sendo envolvidas - embora os Bombeiros ainda não tenham esclarecido como o acidente envolveu duas embarcações. No barco Ana Beatriz, embarcação de grande porte que geralmente faz a linha Belém-Macapá, oito vítimas foram atendidas pelos Bombeiros. Dessas, duas com suspeita de queimaduras de 2o. e 3o. graus. Quatro passageiros do Ana Beatriz também foram atendidos por mal súbito. Já na embarcação Leão do Marajó, duas vítimas com suspeita de traumas foram acolhidas pelos bombeiros. 

As vítimas foram atendidas pelos Bombeiros por volta das 9h30, logo depois do ocorrido. Elas foram resgatadas por uma lancha e conduzidas para os hospitais Metropolitano e Porto Dias. O acidente teria ocorrido na área da Arthur Bernardes. A redação integrada do Portal ORM segue apurando mais informações sobre o caso.

Pelas águas

Apesar do incidente, o trecho final da Romaria Rodofluvial foi cumprido dentro do planejado. O percurso da Imagem Peregrina entre o trapiche de Icoaraci e a escadinha da Estação das Docas, cerca de 18,5 quilômetros, ou 10 milhas marítimas foi concluído às 11h da manhã. O "Círio das Águas" já havia saído pontualmente também às 9 horas da manhã de Icoaraci.

Após receber honras de estado, na Escadinha, a Imagem Peregrina seguiu às 11h30 para a última das romarias da manhã de sábado, a Motorromaria, quando a Imagem Peregrina foi mais uma vez conduzida até o Colégio Gentil Bittencourt, na avenida Magalhães Barata, no bairro Nazaré. O Dieese/PA estimou a participação de 50 mil pessoas entre os motoqueiros e o público que estará assistindo ao trajeto. Cerca de 20 mil devem ser ciclistas, em 15 mil motos.

A Romaria Fluvial é a terceira do calendário nazareno e, segundo dados do  Dieese-PA, Capitania dos Portos e a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), este ano  335 embarcações participaram da procissão, com  cerca 50 mil pessoas envolvidas, entre fiéis em embarcações e também, nas ruas, e comunidades às margens da baía - que acompanham todo o trajeto entre a saída do trapichje de Icoaraci e a chegada da imagem na Escadinha. 

A participação diminuiu este ano, por razões de segurança: em 2017 foram quase 500 embarcações participantes. O crescimento do público participante, desde a criação do Círio Fluvial, em 1986, também foi gigantesca. No primeiro ano foram registradas cerca de 30 embarcações. Dez anos depois, em 1996, já se contavam 300. Este ano a Romaria Fluvial completou sua 33ª edição. A tradição surgiu justamente para levar o Círio de Nazaré até os ribeirinhos.

Neste Círio Fluvial de 2018, a decoração do Navio Garnier Sampaio, que transporta a Imagem Peregrina pelas águas da baía do Guajará, é assinada por Simone Cosme. Ela também é responsável pela decoração do nicho onde é transportada a imagem.