O Liberal: 79 anos de defesa da Amazônia e reinvenção jornalística
Do combate político em 1946 à era da inteligência artificial, jornal consolida liderança unindo credibilidade editorial à tecnologia de ponta na Redação Integrada
Fundado em 15 de novembro de 1946, O Liberal nasceu para noticiar e ocupar um espaço vital de transformação política e social. Prestes a completar oito décadas, o veículo que surgiu como uma voz de oposição no pós-guerra consolidou-se como a principal referência jornalística no registro da história da Amazônia. O jornal tornou-se um agente ativo na modernização da imprensa paraense, evoluindo de um periódico de combate para uma plataforma multimídia que dialoga com o mundo digital sem perder a essência de defender os interesses de quem vive na região.
O DNA de inovação, que hoje impulsiona o uso de inteligência artificial e jornalismo de dados na Redação Integrada, remonta às origens. Ao surgir, O Liberal contrapôs-se à sisudez dos jornais da época, como a "Folha do Norte", apresentando um formato mais dinâmico, com textos ágeis e uso intenso de imagens — características que moldaram o consumo de informação no Estado.
Essa vocação para a vanguarda ganhou força definitiva em 1966, com a aquisição pela família Maiorana. Sob a gestão de Romulo Maiorana, o jornal passou por uma revolução gráfica e editorial, diversificando colunistas e voltando seus olhos para o cotidiano, a cultura e a identidade local.
A inovação como constante histórica
Para a direção de conteúdo do Grupo, essa trajetória é feita de uma evolução contínua. Lázaro Magalhães, diretor de conteúdo de O Liberal, destaca que o movimento de adaptação é intrínseco à marca.
“Desde sempre, e ao longo destas quase oito décadas, O Liberal e o Grupo Liberal prezam por uma máxima: mudança e evolução são constantes nas suas histórias, com sucessivas passagens marcadas por avanços pioneiros em sua atuação. Não é diferente hoje. Esse é o DNA de O Liberal: inovar sempre”, afirma Lázaro.
Essa mentalidade visionária materializou-se recentemente na reestruturação de 2018, que unificou processos para atender às demandas de um público cada vez mais conectado.
“Tem sido assim desde 2018, com um novo ordenamento de nossos trabalhos, com a chamada Redação Integrada de O Liberal, que converge esforços para alcances de conteúdos em múltiplas plataformas, incluindo dois jornais impressos, um portal e redes sociais. E mais ainda já tem sido apontado com novos caminhos, oportunidades e desafios aliados ao entendimento de novos comportamentos de audiências e às fronteiras da aliança entre jornalismo, jornalismo de dados e inteligência artificial. O mundo e as pessoas seguem em transformação, e o Grupo Liberal também”, completa o diretor.
Valores inegociáveis na era digital
Apesar das profundas transformações tecnológicas — das linotipos às métricas de engajamento em tempo real —, o cerne editorial permanece inalterado. O jornal mantém seu papel de guardião da memória regional e fiscal do poder público, reafirmando que a tecnologia é meio, não fim.
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Ao projetar o futuro, Lázaro Magalhães é enfático sobre os pilares que sustentam a credibilidade do veículo prestes a se tornar octogenário.
“Credibilidade, relevância, compromisso com o fato apurado, preciso, e atenção e respeito ao leitor sempre serão caros a qualquer tempo. E o futuro exige um jornalismo cada vez mais necessário, atento e forte. A isso se soma, em qualquer plataforma onde precisemos estar, a nossa condição enquanto veículo que, acima de tudo, defende a Amazônia e os interesses dos que vivem nessa tão importante porção do Brasil”, conclui Lázaro.
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