'Tecnologia e Mercado': O Liberal conecta inovação e economia na Amazônia
Seção semanal do caderno ‘Panorama’ demonstra como os avanços tecnológicos impulsionam o agronegócio sustentável, a logística e a gestão pública no Pará, traduzindo temas complexos para o leitor local
A seção Tecnologia e Mercado, publicada aos domingos no caderno Panorama de O Liberal, se estabelece como uma arena de tradução entre o avanço tecnológico e o cotidiano social e econômico do Pará. Ao completar 79 anos, o jornal O Liberal assume o compromisso editorial de desmistificar a “fetichização” da tecnologia e recolocar o humano no centro da conversa sobre o futuro.
Segundo Hamilton Braga, coordenador do núcleo de Política e Economia de O Liberal, onde a seção é produzida, a linha editorial visa sempre demonstrar como os avanços tecnológicos impulsionam a economia paraense.
"Procuramos personagens que evidenciem a pujança do Estado em inovação, seja por meio das universidades, seja pelo setor privado, que constantemente investe em ferramentas para aprimorar negócios e buscar o progresso", afirma Braga.
A inteligência artificial (IA), por sua vez, permeia todos esses setores e "se apresenta como uma realidade inevitável", segundo o coordenador.
Avanços tecnológicos impulsionam o mercado paraense
O Pará apresenta diversas frentes onde a tecnologia impulsiona o mercado. Hamilton Braga destaca que no setor produtivo, a agropecuária (agricultura e pecuária) é uma área de grande relevância, com inovações no campo, como a rastreabilidade do gado, com auxílio de órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Além disso, a indústria também tem feito investimentos contínuos para manter sua competitividade.
O professor universitário e especialista em IA e marketing digital, Igor Gammarano, reforça que, no contexto paraense, os avanços com maior potencial de impacto vêm da combinação entre IA e automação de processos produtivos na cadeia do agronegócio sustentável, na logística fluvial e na gestão pública. Para o especialista, sistemas inteligentes de monitoramento ambiental podem revolucionar o controle do desmatamento, otimizar o uso de recursos hídricos e prever eventos climáticos extremos. No campo urbano, a automação e o aprendizado de máquina já estão transformando o varejo, a gestão de estoques, o transporte público e os serviços financeiros digitais.
Humanização da notícia e o papel da imprensa regional
O núcleo de Política e Economia lida com assuntos que podem ser bastante complexos. Para torná-los acessíveis, "nosso método é buscar a humanização da notícia: utilizamos personagens e histórias que traduzem em sua realidade a complexidade do tema, tornando-o o mais acessível possível", detalha Hamilton Braga.
A imprensa regional tem um papel insubstituível na popularização desses temas. Gammarano ressalta que o jornal amazônico, por exemplo, ao tratar de inteligência artificial, pode "revelar como a IA afeta a pesca, o extrativismo, a gestão pública local, a educação básica, temas que dificilmente aparecem na mídia nacional". Para o especialista, popularizar não é simplificar, mas contextualizar, traduzindo o vocabulário global da IA em experiências locais, mostrando como o algoritmo tem sotaque, floresta, desigualdade e também esperança.
O Liberal se diferencia ainda, segundo o pesquisador, porque não trata tecnologia como “espetáculo, mas como fenômeno social e econômico”, buscando conectar inovação com impacto, técnica com ética, e progresso com responsabilidade, focando no cenário real amazônico. "Quando uma matéria fala de IA, blockchain, Internet das Coisas (IoT), Cidades Inteligentes, Métodos de Pagamentos Digitais, Riscos e Vulnerabilidades Cibernéticas ou automação, ela busca o “porquê” e o “para quem”, e não exclusivamente o ‘como’", concluiu Igor Gammarano.
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