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Os bastidores da cobertura histórica de O Liberal na COP 30

Diretores de conteúdo de impresso, portal e redes detalham como a Redação Integrada uniu análise e agilidade para traduzir a conferência climática para o público paraense e mundial

Gabriel da Mota

O Liberal tem reafirmado, ao longo de 79 anos, seu compromisso inegociável com a Amazônia. Ao realizar a cobertura de um dos eventos mais significativos já realizados no Pará: a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), a missão da Redação Integrada foi traduzir a complexidade das negociações climáticas para a realidade local, garantindo que a perspectiva de quem vive na floresta pautasse tanto as páginas do impresso quanto o ambiente digital, no calor do registro factual e no acabamento refinado de materiais especiais.

A preparação para este marco foi reforçada com um ano de antecedência. Lázaro Magalhães, diretor de conteúdo de O Liberal, detalha que o planejamento foi estruturado ainda em novembro de 2024, com a série “Dossiê COP”, alinhando as demandas editoriais e comerciais.

"Desde o início sabíamos que nosso esforço de cobertura, como um veículo da Amazônia, era complementar à grande cobertura nacional e internacional de uma Conferência do Clima: seria o de oferecer materiais que explicassem de forma simples aos nossos leitores e às nossas audiências as questões envolvidas na conferência, e, principalmente, para se dar voz aos olhares e opiniões locais sobre o que estava em jogo no debate da agenda oficial", explica Magalhães.

O desafio de traduzir a pauta climática

Enquanto o impresso documentava a história com a profundidade necessária, o ambiente digital assumia o desafio da instantaneidade e da pedagogia. Mary Tupiassu, diretora de portal e redes, enfatiza que a estratégia digital foi desenhada para desmistificar termos técnicos e conectar o público geral às decisões que impactam o planeta.

"Traduzir temas técnicos para um público não-especialista é a lição de casa mínima que um veículo de comunicação tem a fazer. Não podemos achar que o público sabe o que significa o Acordo de Paris, ou 1 grau e meio. Os formatos estavam focados em traduzir isso para uma linguagem coloquial, que toda a nossa imensa audiência pudesse compreender", pontua Tupiassu.

Um olhar além da agenda oficial

A cobertura não se limitou às zonas Azul e Verde, espaços oficiais da ONU. A equipe de reportagem buscou captar a efervescência de Belém, cobrindo as programações paralelas e os movimentos sociais que ocuparam a cidade. Essa diretriz resultou em produtos como o caderno bilíngue, publicado diariamente, que abriu espaço inclusive para artigos de pesquisadores locais.

"Esse direcionamento nos garantiu uma cobertura com grande agilidade para a factualidade da conferência, e também com esforço mais focado, que traduziu as diversas nuances e espaços de discussão, para além da agenda oficial, e sob uma forte mirada da Amazônia. Em Belém, a experiência que o Grupo Liberal já trazia de coberturas anteriores, em Baku e em Dubai, obviamente se expandiu e foi muito rica", analisa o diretor de conteúdo.

Engajamento recorde nas redes

A estratégia de “levar a Blue Zone para o celular” gerou resultados imediatos. Segundo Mary Tupiassu, o evento impulsionou significativamente a base de seguidores e o consumo de conteúdo do portal.

"Ganhamos mais de 10 mil novos seguidores só no Twitter, durante a COP 30. Mas nossos números de visualizações nas multiplataformas, em novembro, antes do mês acabar, já bateram a marca do mês de outubro. Já avaliamos que eventos como o Global Citizen e a COP 30 são oportunidades importantes pra ampliar nosso alcance", finaliza a diretora.