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Aos 79 anos de vida, leitor compartilha da mesma longevidade de O Liberal

Médico e ex-presidente do Paysandu, Joaquim Pereira Ramos começou a ler o jornal nos anos 60 e hoje, aos 79, credita a longevidade da publicação à manutenção da credibilidade e dos valores originais

Gabriel da Mota

Joaquim Pereira Ramos é médico, ortopedista e especialista em Medicina Esportiva. Mas, para além dos títulos, o doutor Joaquim carrega uma marca em comum com o jornal O Liberal: a longevidade. Nascido em 22 de outubro de 1946, ele completa 79 anos na mesma época em que o veículo celebra sua trajetória — um testemunho vivo da história registrada em suas páginas.

A relação de Joaquim com o jornalismo impresso começou há mais de seis décadas, na efervescência dos anos 1960, por iniciativa de seu pai. O hábito, na época, era rigoroso: seu pai lia o jornal por inteiro, e o ritual passou a ser uma obrigação para o jovem Joaquim quando a visão do patriarca começou a falhar.

"Quando ele perdeu um pouco a visão, eu lia as notícias que ele me pedia nos domingos antes de sair de casa. Ele lia as manchetes e eu tinha que repetir, e só podia sair de casa depois disso", recorda.

Lições do papel à tela

Hoje, o leitor acompanha a transição tecnológica. “Agora, é tudo online. A qualquer hora, em qualquer local que você esteja, você tem acesso, e não acumula papel!”, destaca. Apesar da mudança no formato, o interesse pela notícia permanece firme, com preferência pelos cadernos Repórter 70 e Esportes — este último, por sua forte ligação com o clube do Paysandu.

Entre os fatos históricos que o marcaram ao longo da leitura de O Liberal, Joaquim cita a cobertura do fim do governo militar e, posteriormente, os debates sobre a eleição direta para presidente. Sua paixão pelo esporte também lhe rendeu grandes emoções impressas:

"Todas as matérias das grandes conquistas do Papão da Curuzu são marcantes", rememora.

A ligação com o esporte foi tão forte que, além de ser médico do Paysandu desde 1972, Joaquim também assumiu a presidência do clube entre 1999 e 2000 — período que ele define como crucial para tirar o time do “caos administrativo” e iniciar a fase que culminaria na conquista da Copa dos Campeões, em 2002.

Questionado sobre o que explica a longevidade de O Liberal nesses quase 80 anos, Joaquim é taxativo: a manutenção da credibilidade e a expansão do Grupo. "O Liberal não ficou só no jornal, ele tem uma abrangência muito maior com rádio e televisão. Mas, eu acho que o carro-chefe é a manutenção da credibilidade", afirma.

Receita para a longevidade

Aos 79 anos, o médico compartilha a receita para a vitalidade, uma lição que também serve como metáfora para a trajetória do jornal O Liberal. “Mantenho minha saúde com atividade física diária, caminhada e corrida, e hábitos alimentares que condizem com a minha idade”, explica.

Essa vitalidade é justamente o que desperta a curiosidade de seus pacientes. A resposta do Dr. Joaquim é simples, mas profunda: “Só depende de você. Você não pode ficar parado, senão ‘enferruja’”, aconselha — um recado que vale tanto para a saúde quanto para qualquer instituição que busca longevidade e relevância, como é o caso de O Liberal.