Professores de Ananindeua decidem manter greve após proposta de 6% de reajuste da prefeitura
O representante do Sintepp Ananindeua, Iranil Galvão, destaca que a categoria se reuniu para debater o que foi apresentado pela gestão, mas que não chegaram a um acordo
Após assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (6), professores da rede municipal de ensino de Ananindeua decidiram manter a greve, iniciada na quarta-feira (4). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação Pública do Estado do Pará – Subsede Ananindeua (Sintepp Ananindeua), a continuidade da paralisação ocorreu após a gestão municipal apresentar proposta de apenas 6% de reajuste no salário do magistério.
O início da greve ocorreu depois que uma reunião realizada no mesmo dia com o prefeito Daniel Santos não resultou em acordo sobre as principais reivindicações da categoria. O representante do Sintepp Ananindeua, Iranil Galvão, destaca que a categoria se reuniu para debater o que foi apresentado pela gestão, mas que não chegaram a um acordo.
“A greve continua. Foi aprovado o envio de uma contraproposta para o governo reivindicando 8% de reajuste acima do piso para o grupo magistério. E ainda, uma proposta de 8% de reajuste para os funcionários das escolas, o grupo não docente, além de vale alimentação de R$ 1.200. E a categoria estará realizando um ato às 9h na frente da Semed na segunda-feira”, detalha Galvão.
Sobre as perdas salariais, o Sintepp crítica o que considera um processo de desvalorização da categoria. Ele afirmou que, quando o prefeito assumiu Ananindeua, a categoria ganhava 30% acima do piso nacional, mas que hoje recebe apenas 3%. Segundo a categoria, houve um achatamento no salário, justificado pela prefeitura pela falta de recursos, mas que não foram apresentadas as planilhas.
Histórico de impasses
O sindicato argumenta que o município arrecadou muito, aumentou o IPTU, tem o quinto maior ICMS, supera até municípios com mineradoras e ainda conta com o Fundeb. A entidade afirmou, ainda, anteriormente, que, durante as negociações, havia sido sinalizada pela gestão a possibilidade de manter os salários acima do piso nacional com acréscimo de 5% ao reajuste definido pelo governo federal.
No entanto, posteriormente, o prefeito anunciou um reajuste de 6%, percentual que, segundo o sindicato, não cumpre o que havia sido discutido na mesa de negociação. A situação gerou insatisfação na categoria, que também interpretou a ausência do prefeito em uma reunião previamente marcada como falta de diálogo.
A Redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento sobre o caso à prefeitura de Ananindeua. A reportagem aguarda retorno.
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