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Professores da rede municipal de Ananindeua entram em greve após impasse com a prefeitura

Segundo eles, não houve avanço nas negociações com a administração municipal

O Liberal

Professores da rede municipal de ensino de Ananindeua entraram em greve nesta quarta-feira (4), após sucessivas tentativas de negociação sem avanço com a gestão municipal. A paralisação foi decidida pela categoria depois que uma reunião realizada no mesmo dia com o prefeito Daniel Santos não resultou em acordo sobre as principais reivindicações dos trabalhadores.


Uma nova reunião entre representantes da categoria e a gestão municipal está marcada para esta quinta-feira (5), às 14h, na sede da Secretaria Municipal de Educação de Ananindeua (Semed). A categoria ainda não sabe informar se o prefeito, que é o único com poder de decisão financeira, participará novamente do encontro.

De acordo com representantes dos professores, a categoria vinha buscando diálogo com a administração municipal nas últimas semanas para discutir uma pauta que inclui reajuste salarial, melhoria nas condições de trabalho nas escolas e o fim de casos de assédio e perseguição relatados por servidores.

Ainda segundo os educadores, mesmo com a reunião realizada nesta quarta-feira com o prefeito de Ananindeua, não houve avanço nas negociações, o que levou à confirmação da greve.

Os professores afirmam que a paralisação tem como objetivo pressionar a gestão municipal a apresentar propostas concretas para atender às demandas da categoria. A mobilização também busca chamar atenção para a valorização dos profissionais da educação e para a necessidade de melhorias estruturais nas unidades de ensino do município.

“O prefeito e o vice-prefeito participaram da reunião, gravaram vídeo e colocaram nas redes sociais informando que receberam o sindicato, mas não apresentaram nenhuma proposta nova. Nós temos 29 pontos de pauta. Reajuste salarial e melhoria nas escolas são algumas delas. Nós temos escolas que foram reformadas, mas não podem usar central de ar porque nunca viram a questão elétrica, por exemplo. As que não foram reformadas têm inúmeros problemas, como goteiras e vazamentos”, declarou o professor Antônio Seabra, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Estado do Pará em Ananindeua.

Sobre as perdas salariais, o coordenador também criticou o que considera um processo de desvalorização da categoria. “Quando o prefeito assumiu Ananindeua, a gente ganhava 30% em cima do piso nacional. Hoje, estamos recebendo apenas 3%. Houve um achatamento no nosso salário, porque, segundo ele, não tem recursos. Mas eles não apresentam as planilhas. O município arrecadou muito, aumentou o IPTU, tem o quinto maior ICMS, ganha até de municípios que têm mineradoras, fora que tem o Fundeb. Até o Acará, que é um município rural, lá o prefeito consegue pagar melhor que Ananindeua”, afirmou.