Entre floresta, biodiversidade e comunidades, os caminhos para conservar a Amazônia em pé
No mês do Meio Ambiente, Agropalma destaca iniciativas de conservação florestal, biodiversidade e desenvolvimento socioambiental
Em uma região marcada por alta biodiversidade e pressões históricas de degradação, o cuidado com a Amazônia passa por monitora mento contínuo, conhecimento científico, diálogo com comunidades locais e modelos produtivos capazes de gerar desenvolvimento sem ampliar a pressão sobre os recursos naturais.
É nesse contexto que a Agropalma, empresa brasileira reconhecida mundialmente como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma, consolida uma atuação baseada na integração entre produção responsável, conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico no Pará. A companhia preserva cerca de 64.000 hectares de floresta nativa amazônica — área equivalente a aproximadamente 60% das fazendas que possui no Pará. Na prática, para cada hectare de palma plantada, a empresa mantém 1,6 hectare de mata nativa.
A manutenção dessas áreas é conduzida por meio do Programa de Proteção às Florestas, iniciativa privada da Agro palma voltada às reservas florestais no interior do Pará. O programa conta com guardas florestais e monitoramento contínuo com drones para coibir práticas ilegais, como caça, pesca e extração irregular de recursos naturais.
Somada ao cuidado direto com as reservas, a cultura perene da palma contribui para minimizar o chamado “efeito de borda”. Por estar plantada no entorno das áreas preservadas, a palma ajuda a resguardar as bordas das matas contra ventos fortes, fogo, insolação intensa e outros agentes de degradação, além de reduzir o isolamento de de terminadas espécies da fauna.
BIODIVERSIDADE MONITORADA
A gestão das florestas se conecta diretamente ao conhecimento científico. Em parceria de longa data com a Conservação Internacional, pesquisas realizadas nas reservas da Agropalma já registraram 1.029 espécies da fauna, incluindo 40 ameaçadas de extinção. Entre os grupos monitorados estão aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados.
Um dos exemplos mais emblemáticos desse trabalho foi a identificação do Cebus kaapori, conhecido popularmente como caiarara ou macaco-prego-kaapori, em uma das fazendas de agricultores parceiros da Agropalma. Exclusiva da Amazônia brasileira, a espécie integra a lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como um dos cinco primatas mais ameaçados de extinção no mundo — reflexo da perda de habitat provocada pela derruba da de florestas e outras pressões ambientais.
Esses dados reforçam a relevância dos fragmentos florestais mantidos pela companhia em uma região onde está concentrada parte significativa das espécies ameaçadas da Amazônia. O monitoramento da biodiversidade, nesse sentido, permite compreender a qualidade ambiental das áreas acompanhadas e orientar decisões voltadas à manutenção dos ecossistemas.
Desenvolvimento comunitário como parte da agenda ambiental
A permanência da floresta em pé também depende da relação construída com as comunidades do entorno. Em regiões amazônicas, o cuidado com o território passa por escuta, colaboração e construção de soluções que promovam qualidade de vida, renda e bem-estar. Essa é a proposta do SOMAR, Programa de Responsabilidade Socioambiental implementado pela Agropalma em 2023, em parceria com a Earthworm Foundation Brasil e apoio do Instituto Peabiru. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento socioeconômico da região amazônica de forma alinhada à defesa da floresta e da biodiversidade.
Baseado no diálogo com lide ranças locais, o programa já envolveu 33 comunidades do entorno da companhia no mapeamento de ações prioritárias nas áreas de educação, infraestrutura, meio ambiente, saúde e bem-estar. Juntamente com especialistas das organizações parceiras e profissionais da empresa, as comunidades participaram da construção de um plano de ação para adotar essas iniciativas, beneficiando mais de 9.700 pessoas em apenas dois anos.
Uma agenda que conecta floresta, ciência e pessoas
Neste mês do Meio Ambiente, as iniciativas da Agropalma evidenciam que manter a Amazônia em pé vai além de impedir a degradação: envolve criar condições para que floresta, biodiversidade e pessoas coexistam de maneira sustentável.
“O cuidado com a Amazônia exige continuidade, presença no território e capacidade de integrar diferentes frentes de atuação. Na Agropalma, isso passa pela gestão das reservas florestais, pelo monitoramento da biodiversidade e pelo diálogo permanente com as comunidades do entorno. São iniciativas complementares que reforçam nosso compromisso com uma atuação responsável baseada em dados, colaboração e respeito às características da região amazônica”, afirma Túlio Dias Brito, diretor de Sustentabilidade da Agropalma.
Ao reunir proteção florestal, ciência e relacionamento comunitário, a companhia reforça que a sustentabilidade precisa estar liga da à prática cotidiana, aos dados concretos e às relações construídas no território. Em uma região decisiva para o equilíbrio ambiental do país, esse caminho se torna cada vez mais urgente.
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