Rainha da Cavalgada é encontrada morta em casa, aos 23 anos; principal suspeita é de feminicídio

A perícia constatou que corpo de Karla Rafaelli apresentava diversas marcas de disparo por arma de fogo

Victoria Rodrigues
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A jovem Karla Rafaelli de Oliveira Rocha, mais conhecida como Rainha da Cavalgada, foi encontrada morta aos 23 anos, dentro de sua própria casa que fica localizada na pequena cidade de Várzea Nova, no norte da Bahia. O crime chocou diversos moradores da região e a principal suspeita do caso é de que a jovem tenha sido vítima de feminicídio pelas mãos de seu companheiro. 

De acordo com informações fornecidas da Polícia Civil ao G1, o corpo de Carla Rafaelli apresentava várias marcas de disparo por arma de fogo, o que levantou mais ainda a hipótese de que a vítima teria sido assassinada no local. Após a suspeita, os policiais isolaram a área onde a jovem foi encontrada morta e coletaram evidências que podem comprovar o real motivo do crime brutal. 

Até o momento, o companheiro da vítima segue foragido da Polícia e a perícia continua com o trabalho de apuração para desvendar os detalhes sobre o possível assassinato. Embora a hipótese de violência contra a mulher ainda não tenha sido confirmada pelas autoridades, o crime já está sendo tratado como feminicídio. 

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São Paulo é o Estado com maior número de casos nesse período (1.774), seguido por Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019).

Quem era a Rainha da Cavalgada? 

Karlla Rafaelli conquistou o título de Rainha da Cavalgada em 2022 e, desde então, se tornou muito querida pelos cidadãos de Várzea e das outras cidades vizinhas da região presente na Bahia. Apaixonada pelo mundo sertanejo e pela montaria, a jovem sempre se fazia presente em festas locais e eventos rurais, além de ter se destacado bastante por sua simpatia e jeito único de valorizar as tradições baianas.

Agora, a Polícia Civil de Várzea Nova segue coletando depoimentos de vizinhos, amigos e familiares para fortalecer o inquérito de violência e garantir que o responsável seja responsabilizado pela justiça brasileira. Algumas autoridades reforçaram a importância de denunciar sinais de abuso e agressão antes que a violência chegue a desfechos fatais como o de Karla Rafaelli. 

Denuncie violência doméstica

É fundamental ressaltar a importância de buscar ajuda em casos de violência doméstica. Ao testemunhar agressões contra mulheres, a orientação é ligar para o número 190 e denunciar. Além disso, é possível fazer denúncias por meio do número 180, que corresponde à Central de Atendimento à Mulher, e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Outras opções incluem o aplicativo Direitos Humanos Brasil (Android e iOS) e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

A maioria dos casos de violência doméstica é cometida por parceiros ou ex-companheiros das vítimas, mas a Lei Maria da Penha também abrange agressões perpetradas por familiares.

Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para realizar a denúncia e buscar proteção.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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