CONTINUE EM OLIBERAL.COM
X

PM publica aposentadoria e beneficia tenente-coronel acusado de matar a esposa com tiro na cabeça

O policial é acusado de feminicídio e fraude processual e está detido no Presídio Militar Romão Gomes.

Estadão Conteúdo
fonte

A Polícia Militar de São Paulo publicou nesta quarta-feira, 10, o decreto que confirma a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu sob acusação de feminicídio contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

Assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, o ato transfere Rosa Neto para a reserva da polícia. A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado.

A PM transferiu o oficial para a reserva a pedido dele. A transferência foi publicada em 2 de abril, no Diário Oficial do Estado. Segundo a portaria, Geraldo Neto irá receber a aposentadoria "com os proventos (salário) integrais".

VEJA MAIS

image Polícia diz ter provas de que tenente-coronel preso por feminicídio alterou local do crime
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso preventivamente nesta manhã por feminicídio

image STJ decide se tenente-coronel preso por feminicídio será julgado pela Justiça comum ou Militar
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves

image Policial militar perguntou a amiga se tenente-coronel 'teria coragem de matá-la'
Dias antes de morrer, a soldado teria questionado uma amiga se ela acreditava que Geraldo Neto “teria coragem para matá-la”

Em abril, o secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo, o coronel da Polícia Militar Henguel Ricardo Pereira, afirmou que o tenente-coronel parou de receber salário da corporação quando foi preso preventivamente, em 18 de março.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou uma série de esclarecimentos à Secretaria de Segurança Pública (SSP) e à Polícia Militar (PM) sobre a aposentadoria do tenente-coronel.

O promotor determinou que a SSP e a PM prestem informações sobre a transferência do tenente-coronel para a reserva remunerada, fornecendo cópias de documentos e esclarecimentos sobre a situação funcional e previdenciária do oficial.

Morte de Gisele Alves Santana

Geraldo Neto é apontado como principal suspeito de matar a soldado da PM Gisele Alves Santana com um tiro na cabeça, dentro do apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso aconteceu em 18 de fevereiro.

O oficial foi preso um mês depois, em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Geraldo Neto também foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e fraude processual. Atualmente, o réu está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

O tenente-coronel sempre negou o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação. A versão é contestada pelos investigadores.

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Variedades
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!