Policial militar perguntou a amiga se tenente-coronel 'teria coragem de matá-la'
Dias antes de morrer, a soldado teria questionado uma amiga se ela acreditava que Geraldo Neto “teria coragem para matá-la”
A policial militar Gisele Alves Santana afirmou para colegas que “se sentia sufocada e controlada” pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que “sempre foi muito ciumento”. Dias antes de morrer, a soldado teria questionado uma amiga se ela acreditava que Geraldo Neto “teria coragem para matá-la”. As informações foram publicadas pelo portal Metrópoles neste sábado (21/3).
Gisele, que morreu no dia 18 de fevereiro, contou a colegas de trabalho o comportamento possessivo e abusivo do marido. Em uma das conversas, a policial teria dito que “iria para o tudo ou nada” no dia em que alguma coisa acontecesse. “Ou ele me mata, ou eu mato ele para me proteger”. A conversa foi mencionada nos depoimentos de testemunhas à polícia após a morte da soldado, em 18 de fevereiro.
O companheiro dela está preso desde quarta-feira (18/3). Ele é apontado como o principal suspeito pela morte da PM. Ele afirma que a mulher cometeu suicídio. Essa versão foi contestada pela investigação da Polícia Civil.
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Além disso, as testemunhas também relataram que o oficial se escalava no mesmo horário de trabalho da mulher para poder vigiá-la e a colocava como “auxiliar” em sua viatura. Quando somente a soldado era escalada, ele pagava para que ela não trabalhasse.
De acordo com o Metrópoles, Gisele também teria afirmado que a filha, de 7 anos de idade, havia perdido peso e passado a ter episódios de enurese noturna — xixi na cama — após passar a conviver com o oficial.
Segundo os relatos, Gisele se maquiava no trabalho, porque não podia usar maquiagem nem perfume em casa. Neto também teria controle sobre as redes sociais e aplicativos de mensagem da vítima, ainda conforme o Metrópoles. Um dos colegas afirmou que Gisele bloqueou todos os policiais masculinos de suas redes sociais, mas não soube detalhar se por iniciativa da própria soldado para evitar brigas ou por ordem do tenente-coronel.
Os depoimentos também descrevem episódios como uma briga no quartel que acabou com Gisele enforcada e pressionada contra a parede, além de situações em que o tenente-coronel aparecia no local de surpresa. Em uma das ocasiões, ele tentou se esconder atrás de uma pilastra para ouvir a conversa da mulher com colegas.
As testemunhas negaram que Gisele tenha comentado ou se comportado de modo que sugerisse que cometeria suicídio.
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