O influenciador Lito Sousa, de 59 anos, publicou neste domingo (23) um vídeo em inglês no qual pede para ser incluído em pesquisas que avaliam medicamentos experimentais contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). O diagnóstico do piloto foi confirmado e divulgado publicamente na última sexta-feira (21).
A publicação foi feita poucos dias após a confirmação da doença, que é rara, grave e, atualmente, não possui cura ou tratamento específico. Na legenda, escrita em português e inglês, o influenciador pede que os seguidores compartilhem o vídeo e marquem quatro instituições dos Estados Unidos: o laboratório farmacêutico Ionis, o Broad Institute, a Universidade Harvard e a Mayo Clinic.
Segundo a publicação, essas instituições estão envolvidas nos dois únicos testes clínicos em andamento no mundo que investigam medicamentos para a doença. O pedido de Lito reforça a urgência de conseguir acesso às pesquisas e afirma que "cada segundo conta".
Diagnóstico
A mobilização em torno do estado de saúde de Lito aumentou após sua esposa, a empresária Mila Seidl, revelar o diagnóstico na sexta-feira (21). Desde então, familiares, amigos e seguidores passaram a buscar alternativas que possam oferecer alguma possibilidade de tratamento.
Lito Sousa é criador do canal Aviões e Músicas e se tornou uma das principais referências brasileiras em aviação. O influenciador é frequentemente procurado para comentar acidentes aéreos e explicar aspectos técnicos relacionados à segurança dos voos.
Após a confirmação da doença, a repercussão nas redes sociais também aumentou. Em apenas dois dias, o perfil de Lito no Instagram passou de 2,4 milhões para 3,1 milhões de seguidores.
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O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?
A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença priônica humana rara que provoca uma degeneração rápida e progressiva do sistema nervoso. A enfermidade faz parte do grupo das encefalopatias espongiformes transmissíveis, caracterizadas por alterações no tecido cerebral.
A DCJ está relacionada ao acúmulo de uma proteína anormal chamada príon. Essas proteínas apresentam alta estabilidade e resistência a diversos processos físico-químicos. No cérebro, a presença do príon patológico provoca alterações que podem deixar o tecido com aspecto semelhante ao de uma esponja.
A evolução da doença costuma ser mais rápida do que a observada em demências neurodegenerativas mais conhecidas, como o Alzheimer.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

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