Homem de 74 anos é o principal suspeito de abusar de criança de 4 anos na sede do Palmeiras

A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro de vulnerável. Um suspeito de 74 anos foi suspenso pelo clube e nega as acusações

Estadão Conteúdo
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Câmeras de segurança da sede social do Palmeiras, localizada na região de Perdizes, em São Paulo, registraram o momento em que uma criança de quatro anos entrou no banheiro masculino. A menina permaneceu no local por ao menos 15 segundos, conforme as imagens.

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de estupro de vulnerável na sede do clube. As informações detalhadas sobre as imagens constam no boletim de ocorrência referente ao caso.

O suspeito, um homem de 74 anos, foi suspenso pelo Palmeiras. O clube afirmou que está colaborando ativamente com as investigações e que todo o material obtido por meio das câmeras foi encaminhado às autoridades competentes.

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A mãe da vítima prestou depoimento e também acionou a Polícia Militar

Detalhes da Investigação e Depoimento da Mãe

Em nota, os advogados do investigado afirmam que ele nega integralmente as acusações. A defesa informou que requereu acesso completo aos procedimentos instaurados para exercer plenamente seu direito e apresentar os esclarecimentos necessários.

A mãe da criança prestou depoimento na noite do mesmo dia do ocorrido, relatando os fatos na 4ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM - Norte). Ela também acionou a Polícia Militar.

De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual o Estadão teve acesso, a mãe relatou à polícia que perdeu a criança de vista enquanto aguardava o término da atividade de futebol do filho.

"Ao perceber sua ausência, passou a chamá-la em voz alta, sendo que pouco depois a menor retornou vindo da direção dos banheiros", descreve o documento policial.

A mãe relatou que, ao questionar onde a criança estava, ela disse que se tratava de um "segredo" e acrescentou ter estado no banheiro masculino.

Estranhando a situação, a mulher levou a criança para um local mais reservado e voltou a indagar sobre o ocorrido. No entanto, a criança insistia que era um "segredo".

Quando chegaram em casa, a mãe reforçou que não havia segredos e insistiu para que a criança falasse. Neste momento, a menina afirmou: "o vovô colocou a mão lá".

A mãe relatou ainda que, ao dar banho na menina, percebeu a "presença de secreção em sua região íntima". Tal circunstância lhe causou estranheza por não ser algo habitual na criança.

Imagens Confirmam Presença da Criança e Suspeito é Identificado

O boletim de ocorrência aponta que, quando a mãe retornou ao clube para que a criança recebesse acolhimento da equipe de enfermagem da instituição, funcionários da segurança verificaram as imagens do sistema de monitoramento.

Eles informaram à mãe, ainda de acordo com o registro policial, que a menina de fato ingressou no banheiro masculino. A criança permaneceu no local por aproximadamente 15 segundos.

O suspeito de levá-la até lá seria um frequentador antigo do clube. Ele costuma acompanhar o neto nas atividades e, segundo a mulher, tinha o hábito de oferecer pipoca para atrair a atenção das crianças, o que também aconteceu naquela quarta-feira.

A criança foi encaminhada para exames no Instituto Médico-Legal (IML). Atualmente, o caso está sob investigação pelo 3º Distrito Policial de Defesa da Mulher (DDM - Oeste).

Posicionamento do Palmeiras e da Defesa do Suspeito

Em nota oficial, o Palmeiras confirmou que foi procurado pela mãe da criança para relatar um caso de abuso dentro das dependências de sua sede social. Um médico do clube atendeu a criança, e advogados foram colocados à disposição para acompanhar a família durante o depoimento à polícia.

A presidente do clube, Leila Pereira, determinou a imediata suspensão do associado suspeito de envolvimento no caso. Ele será expulso do quadro associativo do Palmeiras caso a autoria do crime seja comprovada.

"O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos", afirmou o clube por meio de sua nota oficial à imprensa.

Os advogados do associado afirmam que ele só tomou conhecimento das acusações após a divulgação da nota pelo Palmeiras. Eles ressaltam que os procedimentos tramitam sob sigilo legal.

A defesa adiciona que "eventual divulgação indevida de informações pessoais ou de dados protegidos será objeto das medidas judiciais cabíveis".

"Após ter acesso integral aos elementos constantes dos procedimentos, o associado se manifestará oportunamente nos autos", acrescenta a defesa do investigado em sua nota. Segundo eles, o cliente está à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos.

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