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Talco entra em lista de produtos com 'potencial cancerígeno' para humanos

Estudos com animais e limitadas em estudos com humanos mostram evidências de que o talco pode estar associado ao câncer de ovário

Gabriel Bentes
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O talco foi categorizado como possivelmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os especialistas, reunidos em Lyon, na França, divulgaram suas conclusões na revista científica The Lancet Oncology na sexta-feira (5).

Segundo os especialistas, estudos com animais e limitadas em estudos com humanos mostram evidências de que o talco pode estar associado ao câncer de ovário. Produtos como carne vermelha, alimentos fritos e carnes processadas (como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame, mortadela e peito de peru) também estão incluídos nessa categoria.

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O talco é um mineral natural, e o Iarc indica que os mais correm riscos aos efeitos do talco são os trabalhadores envolvidos na extração, moagem, processamento ou fabricação de produtos. Para a população em geral que já utiliza normalmente o talco, o risco potencial está localizado, principalmente na região perineal.

Fama antiga 

O talco é associado ao câncer desde os anos 1970, quando a comunidade científica descobriu que minerais utilizados na produção de talco estavam muito próximos a minas de amianto, frequentemente relacionadas a tumores. Empresas como a Johnson & Johnson enfrentaram diversos processos de consumidores que alegaram desenvolver câncer devido ao uso de talco da marca e propôs pagar bilhões de dólares em indenizações.

Apesar disso, o talco atualmente comercializado supostamente não contém amianto. No entanto, o Iarc ressalta que não é possível descartar completamente a possibilidade de contaminação por amianto.

“A contaminação do talco com amianto ainda pode ser uma preocupação e pode levar à exposição de trabalhadores e da população em geral”, diz o documento.

Acrilonitrila também entrou na lista

Além do talco, a OMS classificou a acrilonitrila, um composto usado na fabricação de polímeros, encontrados em fibras têxteis, carpetes, cigarros e plásticos, como definitivamente cancerígeno para humanos, na categoria 1A.

Segundo a Iarc, essa deliberação sobre a acrilonitrila tem como base as "evidências suficientes de câncer de pulmão" e "evidências limitadas" de câncer de bexiga em humanos.

(*Gabriel Bentes, estagiário de Jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de oliberal.com)

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