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Junho Laranja alerta sobre cuidados com leucemia e anemia; veja orientações de especialista

No Pará, de janeiro a março de 2024, foram registrados 65 casos de leucemia. No mesmo período, foram 929 internações por anemia no estado

Lucas Quirino
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Durante o mês da campanha Junho Laranja, os números de casos e as orientações para conscientização sobre leucemia e anemia ganham força no Brasil. No Pará, de janeiro a março de 2024, foram registrados 65 casos de leucemia, sendo 59 casos entre pacientes com a faixa etária de 0 a 19 anos e 6 casos em pacientes adultos. Em 2023, o Estado registrou 266 casos da doença em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, e 64 casos em adultos. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Com relação à anemia, a Sespa, registrou também no primeiro trimestre de 2024, 929 internações, tanto em pacientes adultos quanto em crianças. Em 2023, foram internados 4.710 pacientes por anemia no Pará, conforme a secretaria.

Em Belém, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) registrou 109 internações por anemia nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Hospitais pronto-socorros em 2024, até o último balanço divulgado nesta quinta-feira (13). Já em 2023, foram 192 internações na capital.

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O que é leucemia?

A médica hematologista Fernanda Cordeiro, do Hospital Ophir Loyola, referência em tratamento oncológico no Pará, explica que a leucemia é um câncer no sangue onde há formação e proliferação anormal de células doentes, fazendo com que o sangue não seja produzido normalmente, podendo ocasionar anemias.  

“Os sintomas vão desde sonolência, fraqueza, falta de ar, tonturas e palidez, até queda da imunidade (com febre e infecções de origem não determinadas) e queda de plaquetas, com sangramentos como manchas roxas, sangramento pelo nariz, gengiva e outros”, informa a médica. 

Existem as leucemias agudas, que são mais graves e precisam ser tratadas com paciente internado, com quimioterapia pela veia; e as crônicas, em que os pacientes usam quimioterapia oral. 

“As leucemias não estão relacionadas com hábitos de vida, mas as pessoas podem fazer o diagnóstico precocemente procurando atendimento médico a qualquer sinal acima ou fazendo seus exames rotineiramente”, aponta.

Diferença entre anemia e leucemia

Fernanda esclarece que a anemia é a redução da hemoglobina que leva oxigênio para os tecidos, podendo ser de duas formas, a carencial e a por perda de sangue. Nesses casos, a prevenção é por meio de uma boa alimentação e hidratação. 

“Existem as anemias carenciais (que são as mais comuns) por deficiência de ferro, b12 ou ácido fólico, mas pode ter anemia por perda de sangue (principalmente por aumento de fluxo menstrual (por isso que mulher tem mais risco de ter anemia que homem)”, pontua. 

A anemia é uma condição benigna e pode estar inserida dentro do quadro de leucemia, que é um quadro maligno, de câncer, conforme detalha a especialista, Ela frisa que a anemia nunca vira leucemia. 

A hematologista finaliza dizendo que a campanha do Junho Laranja serve para lembrar os pacientes de procurarem o médico para investigar qualquer sintoma anormal. E os médicos devem pensar e investigar anemias que podem afetar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes. A leucemia pode ser uma urgência médica pelo alto risco de morte.

Tratamento

Os serviços de referência no Pará para diagnóstico e tratamento da leucemia são: Hemopa; Casmuc - UFPA; Policlínicas; Unacon do Hospital Octávio lobo, Cacon do HOl; Unacon do HRPC, em Castanhal; e Ubacon do HRBA, em Santarém.

Em Belém, anemias nutricionais podem ser conduzidas ambulatorialmente em qualquer serviço de saúde de Belém: Unidades da Estratégia Saúde da Família (ESF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS). No caso das anemias patológicas, a referência para tratamento é o Hemopa, sendo necessário o cadastro junto à regulação municipal.

Lucas Quirino (Estagiário sob supervisão de João Thiago Dias, coordenador do núcleo de Atualidade)

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