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Anvisa suspende remédio para pressão alta após falha grave em embalagem; confira

A orientação é para que consumidores verifiquem o número do lote informado na embalagem e procurem orientação

Gabrielle Borges
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda e da distribuição do medicamento Aldomet, indicado para o tratamento da pressão alta, após identificar um problema considerado crítico na embalagem do produto. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (25) e envolve o lote P0019875.

A orientação é para que consumidores verifiquem o número do lote informado na embalagem e, em caso de dúvida, suspendam o uso e procurem orientação médica ou farmacêutica.

O que ocorreu?

De acordo com a Anvisa, o recolhimento ocorreu de forma voluntária após a constatação de uma falha no processo de embalagem do medicamento. Blisters da versão de 250 mg teriam sido acondicionados, por engano, em caixas identificadas como sendo da apresentação de 500 mg.

Com a troca das embalagens, pacientes poderiam consumir uma dosagem inferior à prescrita, comprometendo a eficácia do tratamento contra a hipertensão arterial. O órgão regulador alerta que o uso incorreto do medicamento pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas que dependem do controle contínuo da pressão arterial.

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Falha compromete tratamento

O Aldomet, medicamento utilizado no tratamento da hipertensão arterial, tem como princípio ativo a metildopa, substância indicada para ajudar no controle da pressão sanguínea. Conforme informações da bula, o remédio é prescrito para pacientes que apresentam pressão alta, inclusive em situações de repouso.

A hipertensão é considerada uma doença silenciosa, já que, em muitos casos, não provoca sintomas perceptíveis. No entanto, quando não é controlada adequadamente, pode aumentar o risco de complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e problemas de visão.

Diante disso, o erro identificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preocupa. Segundo o órgão, uma falha no processo de embalagem pode ter levado consumidores a ingerirem uma dosagem inferior à prescrita pelos médicos.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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