Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla; saiba o motivo
A orientação aos consumidores e pacientes é verificar o lote do medicamento e buscar orientação profissional
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (25), a comercialização de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, utilizado no tratamento da esclerose múltipla.
A medida atinge os lotes H7953B14 e H7953B06, que, segundo a Anvisa, tinham como destino original outros países, mas acabaram sendo distribuídos no mercado brasileiro. De acordo com a agência, a distribuição foi realizada pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda., empresa que está sem autorização para atuar no mercado farmacêutico desde outubro de 2025.
A situação, conforme a Anvisa, impede que o órgão assegure que o medicamento tenha sido mantido nas condições sanitárias adequadas durante todas as etapas de distribuição. Isso inclui aspectos relacionados à conservação e à integridade do produto.
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Apreensão dos lotes
Além da proibição da comercialização, a determinação prevê a apreensão dos dois lotes do Ocrevus. A medida foi adotada diante das irregularidades relacionadas à distribuição do medicamento no Brasil. A Anvisa também informa que a Laf Med já havia sido autuada anteriormente por distribuir medicamentos falsificados.
O Ocrevus, cujo princípio ativo é o ocrelizumabe, é utilizado no tratamento de formas específicas da esclerose múltipla. A orientação aos consumidores e pacientes é verificar o lote do medicamento e buscar orientação profissional diante de qualquer dúvida sobre o produto.
Empresa nega relação
A Roche Farma Brasil esclareceu, por meio de nota, que "as unidades, identificadas em idioma estrangeiro, não têm sua distribuição reconhecida no Brasil pela empresa. Reforça ainda que não possui e nunca possuiu relação comercial ou vínculo de distribuição autorizado com o responsável pelo fornecimento dessas unidades (LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares LTDA), conforme publicação em DOU". De acordo com a Roche, as unidades mencionadas pela Anvisa não fazem parte da cadeia de distribuição da marca e que a importação dos lotes ocorreu sem a sua aprovação.
"Vale ressaltar que não há qualquer apontamento relacionado à qualidade ou à segurança de Ocrevus® (ocrelizumabe) regularmente importados pela Roche Farma Brasil e distribuídos por meio de sua cadeia de distribuição autorizada e formalmente estabelecida no país. As unidades mencionadas pela Anvisa referem-se exclusivamente aos lotes citados, cuja importação e distribuição foram realizadas pela LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares LTDA, a qual não faz parte da cadeia de distribuição qualificada pela Roche. Ressalta-se que a importação de qualquer unidade pertencente a esses lotes para o território nacional ocorreu sem a aprovação da Roche, na condição de detentora do registro", completou a farmacêutica.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)
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