Rainha das Rainhas 2023: conheça a relação da música ‘Papaya’ com o concurso

A canção inicialmente pensada para um telejornal, consagrou-se como vinheta do concurso em 1981, após curadoria do jornalista Walter Junior do Carmo, e o aval do fundador do Grupo, Romulo Maiorana

Emanuele Corrêa
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O Rainha das Rainhas é reconhecido como o maior concurso de beleza do Norte e Nordeste, mas para chegar ao formato inovador e com ampla cobertura pelo Grupo Liberal, passou por mudanças ao longo de suas 74 edições. Entre elas, a escolha da abertura tema "Papaya", do compositor Lafayette Coelho Varges. A canção inicialmente pensada para um telejornal, consagrou-se como vinheta do concurso em 1981, após curadoria do jornalista Walter Junior do Carmo, e o aval do fundador do Grupo, Romulo Maiorana.

A primeira edição do Rainha das Rainhas não teve música tema, assim como nos anos seguintes. A cobertura não era simultânea como hoje e, o concurso era registrado em filme, para no dia seguinte ser exibido a matéria (VT) nos telejornais da TV Liberal, contou o jornalista Walter Junior. Walter chegou a cobrir o Rainhas em 1978, mas foi no ano de 1981 enquanto estava na ilha de edição, escolhendo a vinheta do telejornal que selecionou "Papaya". "Não tinha tema, era bem simples, era um evento fechado. A rádio cobria, a TV também, mas não tinha música tema. Nessa época tinha 4 jornais, o 'Bom dia Belém', 'Jornal hoje - edição local', o 'Jornal Nacional - edição local' e o 'Jornalismo eletrônico' que ia ao ar às 22h. Vendo as vinhetas do jornal, pensei que não tinha a ver com o Pará e precisávamos regionalizar com as imagens e selecionei a 'Papaya' de Lafayette para a abertura do Jornal Hoje local", relembrou.

Conta também que não imaginava a proporção que o concurso ganharia, mas compartilha a felicidade de ver os rumos da história. "O seu Romulo foi chamado para aprovar, mas na hora disse que tinha um outro projeto para utilizar o 'Papaya'. E veio a determinação de usá-la para a chamada Rainha das Rainhas. A primeira vez que ele foi transmitido ao vivo foi em 1981, no Iate Clube, e usaram a música na abertura. As rainhas desfilaram ao som do 'Papaya', e depois individualmente com suas músicas”, disse.

"No dia da aprovação da vinheta eu fiquei frustrado, porque a vinheta giraria de segunda a segunda, na abertura do jornal. O Rainhas era uma vez ao ano. Eu não consegui pensar que a música seria o que marcaria o concurso. Eu tive a felicidade de conviver com o seu Romulo, porque ele tinha uma visão muito a frente. Ele era visionário, já via que seria algo gigantesco enquanto tínhamos uma visão muito imediatista", complementou.

O jornalista também relembrou que o filho Rodrigo Vieira, hoje diretor de Marketing da TV Liberal e um dos responsáveis pelo concurso, cresceu no ambiente da redação da TV Liberal e também envolvido no Rainha das Rainhas. "O Rodrigo é apaixonado pelo Rainhas desde que era molequinho. Quando ele tinha um ano de idade eu ia para TV ser chefe de reportagem, ele ficava no carrinho, enquanto eu trabalhava. Cresceu no meio da reportagem, do Rainhas, cresceu maluco pelo Rainhas. E como é a vida, ele está no grupo e uma das responsabilidades dele é trabalhar no concurso", arguiu.

image Rodrigo Vieira e o pai Walter Junior. (Reprodução / Arquivo pessoal)

Rodrigo Vieira, 42 anos, diretor de Marketing da TV e Grupo Liberal disse que no começo da carreira: “fui repórter, editor e eventualmente apresentei o Bom dia Pará. Cresci com essa história que o meu pai e seu Rômulo escolheram essa música para o Rainha das Rainhas. Como eu comecei a carreira no jornalismo, eu cobri o concurso, a gente recebia a Rainha no café, após a vitória no concurso. Em 2003 me mudei para São Paulo, trabalhar com relações públicas e me afastei um pouco da tradição", ponderou.

"Em 2019 fui convidado a retornar como diretor de marketing do Grupo Liberal e depois da Rede Liberal, das emissoras que fazem parte do grupo e curiosamente o meu primeiro desafio em julho, foi preparar a edição do Rainha das Rainhas de 2020. Porque o diretor de marketing corporativo é responsável por organizar o concurso. Acabei relembrando todo o passado e trajetória que tem relação com a minha família. Foi emocionante participar de coquetéis, sorteio no dia, dirigir o concurso junto com a Ana Unger e os outros parceiros, retomando a tradição do passado", finalizou.

O Rainha das Rainhas 2023 acontece dia 11 de fevereiro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, com transmissão pelos veículos do Grupo Liberal: TV Liberal, Jornal O Liberal, Portal O Liberal, Rádio O Liberal, Jornal Amazônia e redes sociais do grupo e também com ingressos a venda para assistir no local do evento. Pelo portal oliberal.com , o público poderá acompanhar os bastidores e os preparativos das candidatas horas antes da grande final.

 

Serviço

Evento: Rainha das Rainhas

Data: 11 de fevereiro, sábado.

Transmissão: TV Liberal

Cobertura dos preparativos: TV Liberal, portal oliberal.com, jornal O Liberal, rádio Liberal FM, 97.5

Redes sociais: @oliberal no Instagram

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