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DESENVOLVIMENTO

'TCU tem que ensinar o gestor a não errar', diz Vital do Rêgo durante evento em Belém

Encontro reuniu gestores para discutir práticas inovadoras na administração pública

Bianca Virgolino | Especial O Liberal

15 de maio de 2025 às 16:25

"O TCU tinha que ser, antes de ser um órgão punitivo, sancionador, um órgão pedagógico" diz Vital do Rêgo

"O TCU tinha que ser, antes de ser um órgão punitivo, sancionador, um órgão pedagógico" diz Vital do Rêgo ( Foto: Crédito da foto: Emanoel Santos/TCE )

Com foco no fortalecimento da administração pública e no desenvolvimento regional, o Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) e o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA), promoveu nesta quinta-feira (15) o evento Diálogo Público Pará – Encontro de Ideias e Soluções. A programação foi realizada no Hotel Sagres, em Belém, e reuniu gestores municipais de diversas regiões do estado.

O encontro faz parte de uma série de eventos promovidos pelo TCU em diferentes estados brasileiros, com o objetivo de fomentar a atuação pedagógica e orientadora dos órgãos de controle, em diálogo direto com os responsáveis pela execução das políticas públicas.

Durante a abertura, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, defendeu um modelo de fiscalização baseado na parceria e na orientação aos gestores. “Queremos um controle parceiro, orientador, pedagógico, que caminhe junto — e principalmente — com os gestores que estão na linha de frente dos municípios. E a gente precisava mudar. O TCU tinha que ser, antes de ser um órgão punitivo, sancionador, um órgão pedagógico. Ele tem que ensinar o gestor a não errar”, disse o ministro.

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Também compuseram o dispositivo de honra o presidente do TCE-PA, conselheiro Fernando Ribeiro; o presidente do TCMPA, conselheiro Lúcio Vale; o prefeito de Belém, Igor Normando; e o governador do Pará, Helder Barbalho.

Fernando Ribeiro destacou a importância da iniciativa para destravar obras paradas e promover a cooperação entre as esferas de governo:

“No plano do TCE, é uma honra termos sido escolhidos — o Pará — para sediar o segundo evento dos encontros institucionais na busca de soluções para destravar obras paradas, para dar continuidade a projetos que envolvam a união federal, estadual e os municípios. Então, é uma alegria poder estar recepcionando o presidente do TCU, a equipe do TCMPA, para iniciarmos um novo tempo de ampliação de diálogo com o nosso jurisdicionado”, afirmou.

Já Lúcio Vale ressaltou a relevância do evento diante do protagonismo que Belém ganhará com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30):

“O evento aqui em Belém, no coração da Amazônia brasileira, reforça o nosso compromisso com o fortalecimento da administração pública e com o desenvolvimento sustentável do nosso município. O momento é oportuno e desafiador. Estamos diante de uma nova realidade marcada por grandes transformações econômicas, ambientais e institucionais”, disse.

Para o prefeito Igor Normando, o encontro é uma oportunidade de capacitação e prevenção de falhas administrativas:

“A falta de comunicação e a falta de incremento do ponto de vista técnico fazem com que os erros e os equívocos aconteçam, mesmo que não haja nenhuma intenção de que ocorram. Então esse é um momento muito importante porque aproxima o TCU, faz essa interlocução com o Tribunal de Contas do Estado e com o dos Municípios para garantir que os prefeitos e prefeitas possam ter condições de fazer um trabalho preventivo, possibilitando não só a melhor gestão pública para os seus municípios, como também que nenhum gestor público possa ficar atormentado com processos que possam vir”, avaliou.

O governador Helder Barbalho também reforçou o caráter educativo da iniciativa:

“É fundamental e necessário que possamos recompor a forma de lidar entre as partes, sem que isso possa diminuir ou reduzir o papel positivo, o papel punitivo, o papel fiscalizatório que cabe às cortes de contas. É necessário que nós possamos compreender que o papel educativo, colaborativo e de orientação deve ser a premissa inicial das relações a serem pautadas. Aqui, todos nós não fomos concebidos para punir ou ser punidos. Todos nós temos por missão, acima de tudo, a boa aplicação dos recursos públicos, a transparência nos procedimentos e a missão que é entregar serviços e a implementação de ações pelo bem-estar da população”, declarou.

"Todos nós temos por missão, acima de tudo, a boa aplicação dos recursos públicos, a transparência e a implementação de ações pelo bem-estar da população" delcara Helder Barbalho
"Todos nós temos por missão, acima de tudo, a boa aplicação dos recursos públicos, a transparência e a implementação de ações pelo bem-estar da população”, declara Helder Barbalho. (Crédito da foto: Emanoel Santos / TCE)

A programação seguiu com painéis temáticos ao longo do dia, incluindo debates sobre a COP 30, desenvolvimento sustentável na Amazônia, transferências especiais e contratações públicas. Na sexta-feira (16), a agenda continua com a oficina “Questões práticas sobre contratações públicas e prestação de contas – Edição Pará”, no auditório do TCMPA, voltada à capacitação de gestores quanto às exigências legais nas transições de mandato e nos repasses federais.

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