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Alexandre de Moraes

Tagliaferro confirma participação por videoconferência em audiência no Senado sobre Moraes

Tagliaferro, que já foi assessor de confiança de Moraes no TSE

Estadão Conteúdo

27 de agosto de 2025 às 12:13

( Foto: Reprodução/Instagram Eduardo Tagliaferro )

O perito criminal Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da assessoria de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmou nesta quarta-feira (27) que participará por videoconferência de audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado no próximo dia 2. A reunião, presidida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), ocorrerá na mesma data do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

“Confirmado”, escreveu Tagliaferro no X (antigo Twitter), compartilhando imagens do convite enviado pela comissão. O requerimento para a audiência foi aprovado na terça-feira (26). O perito está na Itália e, na semana passada, teve a extradição solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Segundo o Estadão, Tagliaferro tem se manifestado nas redes sociais com o apoio de bolsonaristas e indicado que pretende expor detalhes do funcionamento do gabinete de Moraes.

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Tagliaferro, que já foi assessor de confiança de Moraes no TSE, é atualmente indiciado por vazamento de mensagens da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação. Ele também se tornou figura central nas críticas bolsonaristas sobre ações do magistrado, segundo apoiadores.

Além de Tagliaferro, os senadores convidaram os magistrados Marco Antônio Martins Vargas, ex-juiz auxiliar de Moraes, e Airton Vieira, ex-ministro e braço direito do ministro por seis anos, assim como o jornalista Michael Shellenberger, autor do relatório “Arquivos do 8 de Janeiro: por dentro da força-tarefa judicial secreta para prisões em massa”.

O documento de Shellenberger foi usado para justificar o convite aos ex-funcionários do gabinete de Moraes. O relatório reúne mensagens vazadas entre Tagliaferro e Vieira, entre outros documentos, e busca demonstrar um suposto direcionamento do ministro contra bolsonaristas.

Como se tratam de convites, os participantes não têm obrigação de comparecer à audiência no Senado.