SEX · 02 OUT 2026Assine

Lava Jato

STF julga encerramento de ação contra construtora alvo da Lava Jato

STF analisa recurso da PGR contra decisão que encerrou ação de improbidade da Lava Jato envolvendo a Construtora Queiroz Galvão

Estadão Conteúdo

5 de agosto de 2025 às 10:57

( Foto: Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil )

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira (5) um recurso que contesta o encerramento da ação de improbidade administrativa movida contra a Construtora Queiroz Galvão. O processo tramita na Justiça Federal de Curitiba (PR), no âmbito da Operação Lava Jato.

A empreiteira foi acusada de pagar propina ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para barrar investigações da CPI da Petrobras. O STF já rejeitou a ação contra o parlamentar por falta de provas.

Mesmo assim, a mesma acusação foi utilizada pela força-tarefa da Lava Jato para mover uma ação de improbidade contra o deputado e a construtora no Paraná. A empresa afirma que isso desrespeitou a decisão do Supremo e classificou a nova ação como “um verdadeiro 'copia e cola'”.

VEJA MAIS 

'Ditadura judicial', diz vice-secretário de Estado dos EUA sobre prisão domiciliar de Bolsonaro Ex-presidente brasileiro teve a prisão domiciliar decretada nesta segunda-feira (4)

Acesso à Esplanada é liberado, após segurança ter sido reforçada com a prisão de Bolsonaro Na noite anterior, polícia fez um bloqueio na área para impedir que os manifestantes chegassem à Praça dos Três Poderes, onde fica o Supremo

Em 2023, o ministro Gilmar Mendes, do STF, acolheu os argumentos da defesa e decidiu encerrar o processo contra a Queiroz Galvão. Para o magistrado, não fazia sentido manter a ação contra a empresa se as acusações contra o suposto beneficiário do esquema haviam sido rejeitadas.

Na mesma decisão, Gilmar determinou o desbloqueio dos bens da empreiteira e autorizou o pagamento de R$ 163,5 milhões em precatórios do Estado de Alagoas, referentes a uma dívida dos anos 1990 que estava bloqueada.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, se manifestou contrária à decisão de encerrar a ação.

Em junho de 2024, Gilmar votou na Segunda Turma para manter o arquivamento do processo e o desbloqueio dos bens. O ministro André Mendonça pediu vista (mais tempo para analisar o caso), e o julgamento foi suspenso. A retomada está prevista para esta terça-feira.