O fim da escala 6x1, aprovado pelo Senado Federal na quarta-feira (14), é resultado de uma mobilização de trabalhadores e da atuação de parlamentares no Congresso Nacional. A campanha ganhou projeção nas redes sociais com Rick Azevedo, enquanto propostas legislativas apresentadas por deputados deram forma à discussão sobre a redução da jornada de trabalho.
A aprovação ocorreu em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário. O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.
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Quem é Rick Azevedo?
Rick Azevedo ganhou notoriedade em 2023, quando trabalhava como balconista de farmácia no Rio de Janeiro. Naquele ano, publicou um vídeo nas redes sociais em que criticava a rotina de seis dias de trabalho para um de descanso e relatava as dificuldades de conciliar o emprego com a vida pessoal.
A publicação viralizou e ampliou a discussão sobre os efeitos da escala 6x1. A partir da mobilização, Azevedo participou da criação do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que defende a redução da jornada e mais tempo livre para os trabalhadores.
Em 2024, ele foi eleito vereador do Rio de Janeiro pelo PSOL. Em 2026, foi eleito deputado federal pelo mesmo partido, ampliando sua atuação política em defesa da pauta.
Quem levou a proposta ao Congresso?
A mobilização popular ganhou forma legislativa por meio de propostas apresentadas por parlamentares. Entre os nomes envolvidos estão os deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).
Reginaldo Lopes apresentou, em 2019, a PEC 221, que propunha a redução da jornada semanal de trabalho. Anos depois, em fevereiro de 2025, Erika Hilton apresentou a PEC 8, inspirada nas reivindicações pelo fim da escala 6x1. A proposta reuniu assinaturas suficientes para iniciar sua tramitação na Câmara dos Deputados e foi apensada ao texto anterior.
A atuação de Rick Azevedo foi importante para dar visibilidade nacional à reivindicação, enquanto os parlamentares ficaram responsáveis por apresentar e conduzir propostas dentro do processo legislativo.
O que foi aprovado?
O texto aprovado pelo Senado estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima semanal, de 44 para 40 horas, sem corte salarial.
A transição prevê a redução para 42 horas semanais dois meses após a promulgação da emenda constitucional. Depois de mais um ano, o limite passa a ser de 40 horas.
Como o Senado aprovou o texto que veio da Câmara sem alterações, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.
Thaline Silva, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de oliberal.com

