Priante diz nas redes sociais que não apoiará nem Edmilson nem Eguchi no 2º turno

Dr. Jerônimo apoiará Eguchi. Os outros candidatos ainda estão indefinidos

Abilio Dantas

O terceiro colocado na disputa pela Prefeitura de Belém, José Priante, do MDB, que obteve 123.808 mil votos na capital, declarou nesta segunda-feira (16) que não apoiará nenhum dos dois candidatos escolhidos pela população para disputar o segundo turno; nem Edmilson Rodrigues (Psol) nem Everaldo Eguchi (Patriota). “Primeiramente agradeço aos mais de 123 mil votos de confiança do povo de Belém. Essa confiança no nosso projeto seguirá retribuída através do meu mandato como deputado federal. Seguirei buscando recursos e aprovando projetos na Câmara que sejam de interesse de Belém e de todo o Pará. Quanto ao segundo turno da eleição declaro que não apoiarei o candidato Edmilson Rodrigues, por conhecê-lo, e também não apoiarei o candidato Delegado Eguchi, por não conhecê-lo. Portanto, minha posição e recomendação é de neutralidade”, publicou o deputado federal na rede social Instagram.

 

 

O único dos dez candidatos derrotados a declarar apoio, até o momento, foi Dr. Jerônimo, do PMB, que apoiará o Delegado Eguchi. O médico demarcou, no entanto, que sua opção é individual, não representando o posicionamento da legenda PMB. Já as assessorias dos candidatos Thiago Araújo (Cidadania), Cássio Andrade (PSB), Vavá Martins (Republicanos), Gustavo Sefer (PSD), Cléber Rabelo (PSTU) e Guilherme Lessa (PTC) informaram à reportagem que ainda não foi definida posição sobre o assunto. O candidato Jair Lopes (PCO) não respondeu.

O cientista político Renan Bezerra, especialista em marketing político e opinião pública, afirma que Edmilson e Eguchi ainda deverão tentar angariar o máximo de apoio possível para ganhar a eleição, como é geralmente feito por todos os candidatos que chegam ao segundo turno. “É o feijão com arroz. Eles tentarão atrair o eleitor dos outros candidatos, mas fazendo apelos para a racionalidade do eleitor. Vale dizer que o tempo de TV dos candidatos agora é igual e a pandemia faz com que esses candidatos não possam estar na rua”, destaca.

Com apenas quinze dias para negociações, análises e aproximações, já que o segundo turno será dia 29 deste mês, Renan Bezerra avalia que as candidaturas deverão ser mais rápidas que o normal para que o novo cenário seja definido também com mais agilidade. “Quando um candidato busca um apoio de um de seus adversários que foi derrotado, ele busca também a transferência de votos. Mas a transferência de votos nem sempre ocorre da maneira que se espera. Alguns candidatos até conseguem o apoio de um candidato derrotado, mas a transferência de votos não ocorre. O que se espera é que as candidaturas mais ao centro liberem a sua militância para votarem em quem quiserem, as de centro-esquerda e esquerda votem no Edmilson e as de direita fiquem com Everaldo Eguchi. É uma eleição tipicamente de ‘direita e esquerda’, é natural que isso ocorra”, explica.

Renan Bezerra afirma também que já estão sendo realizados movimentos estratégicos pelos grupos políticos que visam a eleição majoritária de 2022, nos âmbitos federal e estadual. Segundo ele, os partidos já se organizam em todo o país pensando na disputa de daqui a dois anos. “De alguma forma, essa eleição será também um momento de medir as forças da influência do presidente Bolsonaro sobre o eleitorado de Belém e o nível de aprovação do governo dele”, destaca.

As condições para que os apoios sejam consolidados, ainda de acordo com o cientista político, estão pautadas, geralmente, pela linha ideológica já praticada por cada partido. “Não é muito comum você ver um partido liberal, por exemplo, apoiando um partido mais nacionalista, que defenda estatizações. Posicionamentos distintos, quando juntos, soam incoerentes. Esse é o primeiro que qualquer candidato deve avaliar. O segundo ponto são as questões éticas e morais, seguido pelo próprio tabuleiro do jogo político, que visa as próximas eleições. Ao que tudo indica, tanto o Partido dos Trabalhadores (PT) quanto o grupo do presidente Bolsonaro saem derrotados nas eleições municipais de 2020”, completa.

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